domingo, 16 de dezembro de 2012

Pensamentos de um final de ano...

É comum que a cada final de ano os pensamentos se voltem para aquilo que foi feito, e para as expectativas a cerca do que virá. Na verdade eu diria que comparando à anos anteriores, 2012 foi o ano em que realmente minha vida mudou, e isso aconteceu a partir do dia 1º de janeiro, quase que de imediato fui obrigada a me adaptar à todas as mudanças que apareceram.

Antes de mais nada, gastei alguns minutos e fui lendo escritos da época de dezembro de 2011, sempre gosto de ler, e lendo me vêm lembranças que geralmente não viriam caso eu não observasse cada palavra que já escrevi, eu leio e por segundos volto ao passado, assim dizendo, a postagem de dezembro de 2011 que mais me causou uma lembrança detalhada do que escrevi/senti, foi essa -> http://palavrasedevaneioss.blogspot.com.br/2011/12/2011-pessoas-importantes.html , nessa postagem anteriormente escrita, lembrei da minha " empolgação " por ter conhecido algumas pessoas, na verdade eu estava quase que totalmente voltada para as minhas amizades, dei muito valor e gastei muito tempo com coisas e pessoas, e só agora percebi que foi uma total perda de tempo, porém, sem arrependimentos, minha vida é um eterno degrau, e assim vou subindo, ao subir, o que fica para trás é a aprendizagem e não a vergonha ou o arrependimento por tudo que foi vivido.

Em 2012 muitas pessoas foram caindo no meu conceito, eu fui mudando, meus gostos, os lugares, acho que fui cansando daquilo que me rodeava e ao mesmo tempo pude perceber quem estava ao meu lado por carinho e amizade, e quem estava ali apenas por interesse, os verdadeiros continuam, tudo que é verdadeiro em nossa vida, apesar dos obstáculos, permanecem, já aquilo que é fraco, facilmente se vai, basta um assopro ou algum pequeno detalhe. Então de um ano pra outro eu me fechei muito, hoje eu não falaria nem de 5% do que eu falei na lista anterior, até porque eu mesma mudei, me tornei mais responsável e consciente, mas sempre deixando que meu lado bom também permaneça comigo, obviamente não mostro meu lado posivito a qualquer um, gosto de ser seletiva, mostro partes de mim a medida em que a pessoa faz parte da minha vida, me revolto com essas coisas de todo mundo amar facilmente hoje em dia. Amizade, amor, confiança e admiração surgem com o tempo, e posso dizer que comigo além do tempo, requer sorte.

Não tenho muito a falar sobre relacionamentos pessoais, permaneci solteira por boa parte do ano, aliás, por praticamente o ano todo, minha única tentativa foi com alguém que eu paguei pra ver o que ainda existia, eu precisava viver determinadas situações para entender o que de fato eu sentia. Uma coisa é certa, não escondo de ninguém que de tantas pessoas que já passaram pela minha vida, eu tive apenas um único " amor ", então, depois de 3 anos foi difícil abrir mão de uma história que até então não tinha sido vivida completamente, mas foi bastante interessante amadurecer e perceber que, alguns sentimentos podem ficar conosco por muito tempo, mas que o mais importante é viver e conhecer outros lugares, outras pessoas, posso dizer que logo no início do ano eu desvendei um mistério que me cercava há 3 anos, e hoje depois de alguns mêses dessa certeza, eu me sinto feliz e tranquila por ter entendido que o amor de fato nunca acaba, uma vez que existe, ele permanece, porém ele se transforma, o meu único amor se transformou, hoje em dia olho satisfeita e contente por amar realmente alguém, como pessoa, como amiga, como alguém que quero que seja muito feliz, mas não mais como alguém que estará ao meu lado compartilhando momentos mais íntimos e importantes. Portanto, o amor continua, a forma de sentí-lo é que é totalmente diferente.

2012 também me trouxe a responsabilidade de reconstruir a minha família, meu pai sempre foi a base de tudo, uma espécie de porto seguro, sem ele me senti como uma criança assustada no meio de muita gente, confesso que nos primeiros dias a sensação foi horrível, e não posso mentir, até hoje eu sinto algo estranho quando o vejo ou quando algo me leva para memórias de algo que vivi durante 22 anos da minha vida. Mas, a vida segue, a gente sempre tem a chance de reconstruir, sem desespero, sem dramas. Aprender com nossas fraquezas é a melhor forma de crescer. Hoje sinto que venci todos os inúmeros obstáculos que surgiram durante esses 12 mêses.

Para 2013 eu tenho que admitir, não fiz muitos planos, tenho metas realistas que pretendo cumprir, ou seja, àquelas que estão diante do meu alcance e também algumas coisas que por mais que seja difíceis, eu de fato estou disposta a obter. Eu fui crescendo e aprendendo em vários aspectos, hoje posso dizer que realmente estou cursando algo que eu gosto, foi o primeiro ano que me entreguei aos estudos, e a entrega fez com que eu comemorasse ainda mais, sei que no futuro, por méritos próprios, eu terei uma vida completamente minha. Com relação à coisas pessoas, estou preparada caso alguém consiga meu interesse, e pra ser sincera, acho que nunca estive tão preparada como estou hoje, eu penso que a base de qualquer relacionamento, o quesito realmente principal é o amor próprio, tendo amor próprio, ai sim é fácil conviver e amar a quem quer que seja. Então apesar de hoje ser mais pé no chão, não nego minhas origens de intensidade escorpiana, sinto até falta de um pouco de loucura, mas continuarei a observar e no dia que aparecer alguém que eu considere diferente e me pegue de jeito, meu blog será meu principal confidente, como sempre.

Por fim, é necessário que o aprendizado, o respeito e a visão de dias melhores, permaneçam conosco não apenas por causa de datas, não por um simples natal e ano novo, é importante que os recomeços aconteçam em qualquer época da nossa vida, que tenham risos, choros, alegrias, dramas e medos, que as sensações nunca fujam por muito tempo, pois ressalto que uma vida bem vivida é aquela em que todos os nossos instintos pulem de nós mesmos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Me reinventando ...


Do tempo não sou escrava, eu costumo ser uma espécie de guia do meu próprio destino, obviamente que na medida certa, sem ter muitos controles ou previsões a cerca de tudo, porém não gosto das incertezas prolongadas, gosto dos mistérios até certo ponto, no mais, sou apenas mais uma curiosa que existe, examino fatos, pessoas e eu mesma.

Reinventar-se eu diria que é uma missão difícil e ao mesmo tempo, muito natural de mim. Sei percorrer caminhos opostos facilmente, não crio raízes, gosto de ter a leveza dentro de mim, esse autocontrole que não me permite ser exclusivamente uma por muito tempo.

Sinto-me numa fase tranquila, definida e experiente, acho que em momento algum do meu passado eu tive tanto discernimento como tenho hoje, e esse desafio pessoal me eleva como pessoa, gosto de melhorar, de me consertar, e também tive e tenho pontos fracos a serem mais observados e mudados. A vida não nos dá manual, mas ela nos ensina a aprender, e aprendizagem só se ganha quando se aproveita ao extremo.

Tenhos minhas loucuras, assim como sei que qualquer um tem, esse negócio de ser certinha não consegue me atrair por completo, gosto de ter meus momentos de seriedade, mas de vez em quando, ainda que minimamente, também gosto de ser a pessoa mais palhaça da rodinha de amigos. Quem se resume, se resume também para o que vive, portanto, tomem cuidado com o velho clichê de: " Quem é você ?" , a descoberta, as mudanças e as fases, são de fato as coisas mais gostosas que podemos ter.

Sinto que estou prestes a iniciar uma nova etapa, não por sentimento natalino e todas as bobagens em torno do ano novo, minha mudança é exclusivamente minha, sinto que está carimbado em minha testa que de fato quero uma vida diferente, pessoas e momentos diferentes, não adianta, a mesmice não me atrai, eu preciso de sensações que me deixem em dúvida, curiosa, minha curiosidade me joga de cabeça em novos desafios. E eu sou assim, faminta por desafios a todo tempo.

Sinto que minha missão na faculdade foi cumprida este ano, não que no ano anterior não tenha sido, mas neste ano encarei de fato como um desafio pessoal meu, e o resultado foi que me foquei completamente a este projeto, e a tendência é que nos anos posteriores eu me entregue mais ainda a esse propósito, pois o primeiro plano, minha primeira meta e prioridade é isso, ter um futuro profissional que possa me desafiar e ao mesmo tempo, me faça sentir essa sensação de dever cumprido como eu sinto agora.

Com relação a vida pessoal, eu diria que passou de novela mexicana para uma vida comum, e hoje ao experimentar esse gostinho de paz, me sinto inclusive mais madura para o futuro. Os relacionamentos foram automaticamente saindo do meu foco, e posso dizer que este ano em especial não aconteceram muitas novidades, não me apaixonei por nenhuma pessoa que fosse de fato nova, e ainda consegui amadurecer emocionalmente com relação a um relacionamento bem antigo, a ponto de definitivamente deixá-lo de lado.

A vida fica mais fácil quando a gente se reinventa, é uma troca de mundo interior e exterior. Meu mundo exterior vive em eterna mudança, minhas emoções são inconstantes, e não é fácil minha atenção ficar focada durante muito tempo à alguém ou até mesmo a mais de uma pessoa. Descobri que até com amizades é bom que haja essa mudança, certas pessoas vão ficando pra trás, faz parte, e não é frieza pensar que os passos para frente só acontecem quando coisas e pessoas vão ficando para trás.

Tenho meu jeito torto de lidar comigo, mas sou a única que me entende perfeitamente bem, gosto desse conhecimento sobre mim mesma, mas o que realmente me fascina é a dúvida do que serei amanhã, talvez uma fênix, talvez uma pessoa comum, depende exclusivamente do que eu queira para o momento. Afinal, ninguém irá prender o que foi feito para voar.


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Carência dos quase 30 anos


A princípio, confesso que estava com saudade de escrever, e sentindo inclusive, uma quase necessidade de escrever, de colocar em letras aquilo que sinto, também confesso que os últimos dias foram um verdadeiro teste à minha paciência, ao passo que me trouxe algumas verdades e conclusões que me assustaram, e que eu prefiro fugir e ignorar.

Mas, mudando de assunto, vou falar sobre o tema que escolhi - Carência dos quase 30 anos - , sei que parece exagero, e na verdade é mesmo, tenho apenas 23 anos, mas gosto de um pouco de drama e exagero, e acreditem ou não, o tema se encaixa perfeitamente no meu momento atual.

Quando a gente fala de carência, a primeira reação de quem ouve é: Eu tenho fulano pra apresentar a você / Assim, logo de cara, eu quero deixar claro que essa carência não tem nada a ver com números, nesse setor minha vida sempre foi muito agitada, nunca me senti entediada com relação a números, mas com relação a qualidade, sim. Sem querer desmerecer ninguém, obviamente, é apenas um gosto pessoal meu, e o meu gosto pessoal é muito simples, e justamente por ser simples é que é tão raro de ser colocado em prática.

Carência de corpos e de beijos, eu sinceramente acho pura bobagem, é algo fútil e fácil de suprido. Eu gosto do difícil, nada que é fácil me faz mover um dedo que seja. Essa sensação de carência está ligada a outro fator, que inclusive é aquele mais difícil de ser encontrado, é o fator - companheirismo -. Chega uma fase na vida em que isso faz uma falta de leve, e me peguei pensando nisso ultimamente, me fechei demais e deixei algumas oportunidades passarem, mas ao mesmo tempo eu sei que esse jeito mais fechada é meu, e eu não posso mudá-lo, a regra principal é essa: Encontrar alguém que nos aceite e não queira nos modificar.

Não me imagino sendo modificada, sempre que alguém tenta, alguém se frustra. Mas isto não quer dizer que eu nunca mudei, eu já mudei, mas foi algo que aconteceu tão naturalmente, minhas mudanças sempre são assim, naturais e leves. A princípio posso ter um gênio muito ruim, mas com o passar do tempo eu ..... continuarei com um gênio muito ruim.

Parece piada, né? eu poderia fazer mil propagandas positivas, mas a verdade é que sou previsível e imprevisível ao mesmo tempo, não posso resumir e nem falar em palavras, gosto de deixar alguns segredos e características escondidos em lugares que pouquíssimas pessoas possam chegar. É meus caros leitores, acho que darei um tempo na fase de agitação, sinto vontade de ficar mais quieta, é como se tivesse perdido a graça ficar com tantas pessoas sem sentir absolutamente nada.

Por isso sempre gosto de deixar claro que sou completamente inconstante, não existe julgamento que possa ser cabível a mim, num piscar de olhos eu mudo, chego, vou embora. E nasci pra ser assim, livre, indo de um lado ao outro, sem cordas que possam me prender. Confesso que as vezes dá vontade de ficar parada em determinados lugares que me conquistam, mas não posso, essa sensação de estar sob ameaça de algum sentimento me faz ter medo.

E nessa de medo e de vontade sobre coisas novas, eu vou caminhando. Da vida não carrego muitos pesos, hoje posso olhar pro meu passado e não sentir um pingo de mágoa, é, eu acho que amadureci de verdade. Eu miro meus olhos no futuro, olhos que carregam um pouco de tudo, mas que acima de tudo, ainda carregam um pouco de amor neles.

domingo, 11 de novembro de 2012

Pensamentos confusos


Assim, de maneira resumida e rápida, o que eu penso geralmente não faz sentido, pensamentos confusos são subentendidos, e talvez eu goste justamente disso, de dar dicas e pular fora. Essa ideia de ficar e de ser totalmente clara me assusta demais.

Posso dizer que ultimamente tem acontecido grandes maus entendidos, um se destacou mais, e eu de verdade não soube lidar com a situação, uma parte dela é engraçada e a outra é trágica, as palavras foram mal interpretadas, dando margem a uma suposta paixão, quando na verdade, eu estou e estávamos no mesmo lugar, sem acréscimos ou novidades.

Como eu já disse anteriormente, não me apaixono com o tempo, eu sempre recebo algum sinal no início, se não houver, dificilmente algum fato novo vai me fazer enxergar algo que até então eu não vi. Eu não sei lidar com o que eu sinto, imagine então com o que outra pessoa sente. Sempre fui muito prática, nunca me importei com as palavras ou se magoava ou não, sempre carreguei esse lado egoísta de só pensar em mim, mas, agora algo me fez ser tão verdadeira, mas um verdadeira diferente, não precisei pisar nos sentimentos de ninguém, diferentemente do que já fiz, e é confortante saber que agora eu sei lidar com certas situações de frente.

É estranho algumas coisas que acontecem na vida, por exemplo, deveria existir um botão automático que permitisse que a gente retribuísse o sentimento que nos é dado, porém, na prática, esse bicho danado e imprevisível sempre quer mais. Eu sei que quero alguma coisa, mas é como se eu não tivesse mais aquele instinto de ir a luta, prefiro fingir que não entendo, até porque a minha maior marca é ser inconstante.

No momento, por mais drástica que eu possa ser, eu só sei o que eu não quero, e o que eu não quero é ter um relacionamento, não me sinto preparada, e hoje me sinto mais madura pra dizer não, me sinto experiente a ponto de saber que não é qualquer coisa, pessoa ou sentimento que me fará ter vontade, desejo e atitude.

Pensamentos confusos e ao mesmo tempo tão claros, esse lado realista que carrego dentro de mim, sempre me impulsiona a ter freios, é o que me diferencia da patricia de antes para a patricia de hoje. Antigamente, antes de contar até 1, eu já pulava, hoje eu penso, repenso e prefiro sempre o solo, o chão me dá certezas, e são essas certezas que me trazem conforto e paz. Embora, bem no fundo, eu sinta saudade da insanidade, elas as vezes aparece, rapidamente, mas sempre que eu analiso os pontos principais, ela se vai, não há loucura que sobreviva diante da inteligência.

Não caros leitores, não estou me achando ao me sentir inteligente. Mas o fato é que sou inteligente sim, e talvez o fato de ser inteligente me " prejudique ", pois existem lugares e pessoas nos quais eu não consigo de forma alguma me adaptar, assuntos fúteis, pessoas vazias, são realmente pontos em que não consigo entrar.

E nesses pensamentos sem sentido eu vou dar início a minha semana. Tenho perdido um pouco do meu foco ultimamente, não à toa que me disseram algumas vezes que eu estava diferente, e é impossível eu mentir, realmente fiquei diferente, mas não pelo prevísivel, pela pessoa que estava ali certinha ao meu lado, e sim por algo imprevisível que me aconteceu, eis ai o diferente e o motivo das interpretações erradas, eu me encantei sim, mas não foi por algo que aconteceu com o tempo, e sim por algo que quase instantaneamente me " conquistou " de graça.

Acredito que temos o total poder de dar o rumo em nossa vida, de guiá-la, e é isto que farei, passos incertos me assustam, e pensamentos confusos me assombram, prefiro arquivá-los, fugir um pouco ali e acolá, tenho certeza que tenho potencial não para ser uma vítima do perigo, e sim para sê-lo.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Pares trocados...


Olhando a vida de um jeito mais realista e ao mesmo tempo cômico, percebo que ela é uma eterna troca de pares, máscaras e fantasias. Somos inconstantes, eu sou inconstante, e você que está lendo provavelmente também é. Ser inconstante está longe de ser um erro, é só uma parte dessa fantasia a qual chamamos de vida.

Porém, acho fundamental ressaltar que existe uma diferença entre ser inconstante e ser fácil. Eu na verdade acho engraçado pessoas que gostam e amam facilmente, podia citar umas 100 pessoas que já vi fazendo esse tipo de coisa, ainda mais em redes sociais, é um troca-troca, ama um dia, desama em outro .. isto não é ser inconstante, isto é ser fácil, afinal, qual a credibilidade a ser passada por quem ama o primeiro que passa na frente ou elogia?

De certa forma as palavras bonitinhas conquistam temporariamente áqueles que visualizam uma fantasia. Mas, acredito completamente que os sentimentos só surgem com o tempo, diante dos fatos concretos, dos erros, dos acertos, você só sabe se gosta ou não, a partir do momento em que se pese as coisas boas e ruins, não entendo como as pessoas conseguem se apaixonar por um elogio de quem conhece há horas ou dias, elogio de verdade, na minha opinião, é de quem está ali ao seu lado, tanto nos seus melhores momentos, como também naqueles momentos explosivos e sem sentido.

É bem verdade que nesse baile eu já tive diversos pares, felizmente ou infelizmente, algumas palavras e gestos importantes já foram ditos sem de fato terem sido analisados com mais calma e tempo. Mas isso é uma coisa que a gente vai aprendendo com o tempo, o que importa é que hoje nesse baile de pares trocados eu conheci vários tipos, jeitos, personalidades diferentes, e cheguei à conclusão de que quero algo diferente.

Chega um tempo em que é inevitável não se cansar da mesmice, dos mesmos papos e principalmente, das mesmas pessoas. É a hora do novo, do inusitado e imprevisível. Não quero mais ser aquela que sempre consegue ver direito ás outras pessoas, quero ser surpreendida, quero quebrar a cabeça e desvendar um bom mistério. Afinal, não adianta negar, todos nós usamos máscara, alguns apenas tiram em alguns momentos, mas no geral, todos usamos.

Tirar a minha máscara e derrubar um pouco do meu gelo não é missão fácil, nesse baile eu não danço com qualquer pessoa, eu posso sim usar qualquer pessoa, mas gostar e querer, é algo realmente muito raro, e sem muita explicação. Na verdade, de certa forma, eu odeio e amo me encantar por alguém, odeio porque perco meu autocontrole e amo porque me transformo em uma pessoa mais legal, sorridente e outras características possíveis de idiotice.

O fato é que, com a desvalorização do amor e da conquista, fica muito difícil querer e encontrar algo realmente verdadeiro. Afinal, quem tem boca fala o que quer, e quem tem ouvido acredita no que quiser. Eu só posso falar por mim, e de mim só garanto uma coisa, eu nunca minto quando quero, por mais boa jogadora que eu possa ser, eu sempre me rendo quando dou de cara com algo que desperte coisas diferentes em mim. Portanto, antes da pressa, obeservem, antes de escolherem, pensem, e quando se apaixonarem, fujam ou se rendam.

domingo, 4 de novembro de 2012

O imprevisível


É incrível como tenho dentro de mim esse espírito e essa vontade pelo novo, pelo diferente ... talvez a normalidade nunca tenha feito parte de mim, posso até ter minhas fases de ser quieta, mas como diria uma certa música: eu gosto é do estrago.

As coisas imprevisíveis me puxam pelas pernas, nunca tenho força suficiente para escapar, e nunca fujo de bons desafios. E acreditem, não é qualquer coisa que eu considero como boa, sou muito perfeccionista e ao mesmo tempo simples. A simplicidade de nunca ser atraída por mil e uma características e sim, ao velho clichê de olhar e gostar.

Eu penso que viver o que eu quero, é a melhor forma de pagamento que obtenho da vida. Posso sim ter tido experiências ruins, e até ter pintado um mundo diferente do que existiu, mas esse espiríto de me jogar no que eu quero, nunca vai embora, faz parte de mim, por mais que eu esteja vivendo um ciclo de fases diferentes a todo tempo, meu foco e minha atenção será totalmente dada à aquilo que me tire o sossego.

É meio confuso não saber o que eu sinto no momento, não me atreveria a fazer afirmações, mas de uma coisa eu tenho certeza, algo intenso está voltando pra mim, talvez de uma maneira silenciosa, mas por eu me conhecer bastante, sei que algumas coisas já estão diferentes, e isso me assusta, ao passo que também me deixa tranquila, é bom saber que minhas vontades ficaram intactas e que eu ainda sou a mesma que gosta de desafiar, e de ser desafiada também.

Tenho um defeito ao qual não consigo me desligar: eu uso as pessoas, e acredito que isso nunca irá mudar, tendo em vista que ninguém gosta de estar só, então acredito que é um jogo duplo, a única diferença é que a outra parte pode sim gostar com o tempo, e eu não. Nunca fui adepta ao sentimento de apêgo, do pensamento de " eu vou gostar de fulano com o tempo ", eu não sou assim, gosto de imediato, de graça, sem truques ou fingimentos. E é ai que observo uma mudança em mim, hoje mesmo que eu goste assim a primeira vista, não mostro o jogo facilmente. Se espera respostas de mim, sempre as busque, meus pensamentos e palavras ficaram muito subentendidos.

Quem vive no previsível, naquilo que faz sentido o tempo todo, obviamente não está preparado para surpresas, e casos elas venham, serão com um efeito nada agradável. Ser imprevisível e esperar o imprevisível requer inteligência, talvez um pouco de sangue frio, embora ninguém possua essa indiferença toda dentro de si, acho que no fundo todos nós queremos viver uma paixão insana, diferente daquelas habituais de " felizes pra sempre ", queremos adrenalina, medo, diversão, mas sem perder aquilo que é o foco - O sentimento - .

É meus leitores, eis um segredo mundial, essa coisa estranha chamada sentimento, amor ou paixão [ seja lá o rótulo que isso ganhe ] , pois bem, é essa coisa que faz com que tudo tenha graça. Ela não reflete quantidade, isso de ter várias pessoas é pura bobagem, faz bem apenas para o ego. O que torna tudo bastante válido é aquilo que fazemos com paixão e vontade, e isso se estende a todos os aspectos da vida, é o segredo do sucesso, aquilo que nos impulsiona a querer mais.

Mas não se enganem, o sabor é bom, porém as vezes custa caro demais. E eis que fica uma pergunta no ar, quem de nós se atreve a pagar pra ver?

domingo, 28 de outubro de 2012

Meu feriado particular



A princípio, pensei muito se escreveria ou não sobre a data de hoje, mas analisando o fato de ser quase uma tradição ter isso no blog, aqui estou. Desde 2009 eu jogo meus pensamentos, independentemente da fase, do humor e época, falar sobre o aniversário e principalmente o que eu sinto nesta data, é deixar de certa forma uma lembrança escrita, e eu adoro ler coisas antigas e ri de diversas passagens, alegrias e aqueles sofrimentos dignos de novela, mas que sempre passam e eu me renovo.

Acabei de tirar alguns minutos e li a postagem do dia 29 de outubro de 2011, http://palavrasedevaneioss.blogspot.com.br/2011/10/22-anos.html .. de certo algumas coisas chamaram minha atenção e muitas delas mudaram completamente de um ano pra cá. Mas está ai o grande segredo de escrever ... a gente nunca vai esquecer a sensação que existia naquele momento, e foi isto que constatei, muita coisa eu não lembrava e hoje em dia não faz a mínima diferença, mas em outras épocas eram o foco, mostrando assim o lado mais maravilhoso da vida - A mudança -.

Lembrei com clareza que há um ano atrás nesta época, neste dia inclusive, eu tinha acabado um " namoro " que eu achava perfeito na época, na minha cabeça eu tinha perdido o grande amor da minha vida, e supostamente por um erro exclusivamente meu, não há que negar que de fato fiquei bastante triste, com aqueles dramas de adolescente e o complexo de " não vou mais amar ninguém ", pura besteira, obviamente. Um ano se passou e com ele minhas fichas caíram, logo em novembro esse sofrimento deu lugar a outras coisas, e acredito que fiquei um tanto que esperta de um modo geral, desde então aprendi a não ser mais o objeto, e sim a jogadora, é mais divertido.

Não posso negar que no meio de todas as confusões, eu me apaixonei sim neste ano, mas foi uma paixão tão rápida, antes que eu pudesse pensar e falar sobre o assunto, simplesmente acabou. De uns mêses pra cá sinto-me tranquila neste aspecto, não procuro ninguém e não quero ficar sozinha também, ou seja, estou no meio termo e o que tiver de aparecer e acontecer, acontecerá ... obviamente que não acredito em destino e essas coisas, costumo acelerar o processo quando encontro algo que me encanta e que vale a pena.

É assustador perceber que o tempo passa rápido e principalmente que, épocas maravilhosas já ficaram para trás. A minha infância foi muito especial, sempre fui aquela menina mais esquentada e ao mesmo tempo, mais brincalhona do grupo ... minha maior alegria era poder reunir um monte de amigos no meu aniversário, a simplicidade era algo impressionante, nos divertíamos com pouco, bastava um refrigerante e uma bola pra jogar depois .. é um tempo que não volta, obviamente, mas que me deixa satisfeita com a minha trajetória até hoje.

E entre muitos erros e muitos acertos, eu sou assim, complicada e explosiva quando devo ser, não me imagino e nunca serei submissa a qualquer situação que seja. Nasci pra ser uma espécie de furacão na vida das pessoas que me conheceram de verdade, posso não ter deixado uma boa imagem no fim, porém é inegável o fato de que alguma sensação eu trouxe, e também levei. E a vida só vale a pena quando temos isso - sensações -  e um pouco de loucura também.

Por mais irônico que seja, neste aniversário meu pedido seria algo simples, queria sentir a sensação de ter novamente a minha família reunida, mas sei que no momento é algo impossível, e estou tentando lidar com isso, é uma batalha diária, não é fácil se desligar. E meu grande defeito é justamente esse, quando eu amo, eu simplesmente não sei me adaptar sem aquela pessoa ao meu lado. Então, mesmo não vendo meu pai no dia de hoje, meu pedido( se assim posso dizer) é que um dia, não muito longe, ele também sinta saudade e um desejo simples de ter a família por perto.

E nada de tristeza daqui pra frente, não que isto seja uma promessa, mas sim uma meta a que eu me amarro. Quero esquecer todas as coisas ruins, hoje sinto uma vontade de me libertar das mil e uma proteções onde eu me enfiei. Mas, diferentemente do ano passado, este ano eu sinto uma força boa, sem vinganças, sem sentimentos ruins. E jogando no ar uma certa curiosidade [ talvez ], sinto-me um pouco diferente ultimamente, mais besta, rindo de bobagens, e bom, para bom entendedor os sintomas já bastam, não é mesmo?

Me desculpem o egoísmo, mas hoje o dia é meu. Então, parabéns para mim. E tempo, por favor, não me faça chegar nos 30 anos tão rápido, obrigada.

sábado, 27 de outubro de 2012

Pensamentos de um sábado a noite

Bom, entre todas as escolhas e convites possíveis, eis que me encontro em um lugar bastante confortável e que me faz tão bem ... em casa. Eu acredito que existem épocas para tudo, há um tempo atrás me orgulhei pelas muitas saídas e pessoas que conheci, hoje em dia prefiro estar no meu próprio cantinho, pensando com os meus botões nas coisas que aconteceram e que ainda acontecem.

Acho que as pessoas tem uma grande pressa de viverem, e como diz um velho ditado, quem quer rápido demais come cru, ou seja, aprendi a esperar, a princípio essa espera é ruim, ainda mais para mim, que sou uma escorpiana nata, impaciente e sempre quero tudo do meu jeito. Hoje sinto uma sensação gostosa de vitória, de paciência, vivo e aproveito, sem pressa ... pressa pra quê?

Aos poucos estou conseguindo o que quero, e a sensação é uma das mais maravilhosas que já pude sentir. É como se eu tivesse meu lado completamente intenso, mas que também tivesse adquirido um freio, ou melhor, um bom senso. É altamente perigoso se jogar, seja em que sentido for, o Autocontrole faz parte de mim, e posso dizer que a minha maior conquista foi essa, saber me controlar, esperar, sem perder a malícia de desejar e obter aquilo que eu quero.

Pensamento de um sábado a noite nem sempre é bom. Sei que muitas pessoas podem achar bizarro esse fato de ficar em casa e achar tão bom, mas, aposto minhas fichas que nem todo mundo que sai e bebe todas, de fato se diverte e é feliz, usar máscaras eu diria que é a coisa mais clichê que existe nos dias de hoje. A máscara de certa forma sempre protege, mas também impede de mostrar como as pessoas de fato são. Já me escondi muitas vezes, e digo mais, me esconderia se eu achasse correto, faz parte do jogo, mas admito que andar livre é simplesmente fantástico.

Me encontro numa fase que sou tão eu mesma, quem me odiar, me odiará pelo que sou, e não pelo que pensam que eu sou, e quem gostar de mim, também gostará de uma parte sem retoques, cheia de defeitos, mas também com uns acertos que talvez não pertençam a maioria das pessoas hoje em dia.

Os nossos pensamentos nos fazem, sou contra a qualquer pessimismo e drama, odeio quem afirma que não consegue, e tenho simplesmente um pavor de quem passa a vida sofrendo, fazendo drama por inúmeras coisas. Porém, em contrapartida, também odeio pessoas que pregam a felicidade extrema, cheia de sorrisos e carinhos exagerados, na verdade eu sou aquela pessoa quieta, que fica no meio termo. Não sorrio pra qualquer um e nem por qualquer motivo, mas sempre que alguém despertar esse meu lado mais simpático, será algo conquistado de verdade.

Nos dias de hoje, se faz necessário que cada um se preserve, embora na prática seja diferente. Mas acredito que se preservar é se guardar para o melhor, as melhores pessoas, os melhores momentos. E como sempre gosto de ressaltar, a vida dá bastante voltas, e independente de onde eu esteja, eu sei que a minha vida só depende de mim, e isto faz com que ela seja incrivelmente misteriosa e imprevisível ... se eu tivesse certeza, eu cansaria, prefiro estar nessa eterna descoberta.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Sem dramas


Era uma vez .... fim.

No decorrer de uma história, as palavras podem ser facilmente interpretadas de maneira errada, eu não sei ao certo se com o passar do tempo estou me tornando mais clara ou mais confusa, mas brincar com as palavras pode ser perigoso, nunca sei o que as outras pessoas irão pensar/entender.

Recebi hoje uma crítica construtiva e ousada, diferente do que eu estou acostumada, eu diria. Muitos se entristecem após uma crítica, é como se algo estivesse errado, e dependendo de quem venha, eu nem escuto também, são poucas as pessoas que eu permito que falem e que principalmente, eu escute. Tenho uma lista digamos que seletiva, e por mais irônico que seja, nela só entra quem é mais discreta. Tem gente que faz de tudo para conquistar a amizade e confiança, eu costumo oferecê-la a quem não mendiga por isto, e sim a quem merece.

Voltando a falar de dramas, após receber esta opinião de uma ilustríssima pessoa, me coloquei a pensar sobre isso, sobre essa imagem errada a ser passada, as palavras e momentos confusos são capazes de tomar um rumo diferente. Eu nunca fui efusiva, de pregar a felicidade absoluta e tudo mais, mas do meu jeito, eu sou bem feliz, decidida, forte ... talvez o que me entregue um pouco é essa intensidade em expor o que eu penso, dando margem a uma infelicidade aparente, quando na verdade a realidade é diferente.

Temos uma mania de acharmos que quem fala que não precisa de ninguém, mente. Não entrarei no mérito da questão, sei das minhas verdades, teorias, mentiras e etc. E sei também que adoro desafios, virar do avesso e esquentar um pouco a cabeça, encaro esse drama de maneira inteligente e amistosa, e de certa forma, até um elogio. É bom saber que algumas pessoas me acompanham, acredito que ninguém teria paciência de ler o que não gosta.

Então, daqui pra frente, os meus leitores voltarão a ler postagens mais divertidas, sarcásticas e realistas. E aqui vai um conselho, fiquem longe de novelas mexicanas, o resultado é esse.

Postagem dedicada a uma pessoa muito chata, convencida e insuportável, mas que tem uma característica que eu tanto admiro, não citarei nomes, a pessoa em questão irá saber. E aos demais leitores, prometo que coisas boas irão surgir!

Defeitos IN existentes


Bastam apenas alguns poucos segundos para que eu aponte mil e um defeitos a tudo que eu vejo. É, aquela fase perfeccionista voltou com tudo, e não sei bem ao certo definí-la, o que eu sei é que tudo me enjoa rapidamente, e que eu sempre encontro mil razões para pular fora de todo e qualquer relacionamento.

Não sei o que eu procuro, e se eu procuro algo, a única certeza evidente que eu tenho é que, no momento não tenho certeza alguma, é tanta diferença, jeitos diferentes, características que não me empolgam que volta e meia eu me pergunto: E se eu sempre tiver que me satisfazer pela metade?

Há tempos eu não sinto a sensação de ter um pouquinho de medo/perigo, sempre estou em territórios seguros, com pessoas que conheço demais, um lado meu gosta de ter esse controle total da situação, já por outro lado, sinto falta de surpresas, de não saber qual será o próximo passo, no momento não sinto um pingo de curiosidade por nada que eu vejo, pois tudo é bastante prevísivel.

Alguns me dizem que tenho medo de me apegar, eu prefiro nem perder tempo negando ou concordando, o que posso dizer é que, chega um determinado tempo na vida em que essas coisas perdem a graça, não por medo do novo, e sim porque as exigências em torno desse novo aumentam muito. Não é chatice não se encantar com pouco e sim experiência.

É de certa forma engraçado e trágico lidar com essa situação, sinto-me incompleta em todas as minhas meias relações, as vezes posso mostrar um pouco do que sou e ser retribuída, mas ai não sinto atração, outras vezes sinto atração, mas não existe um diálogo que me motive, que desperte a minha curiosidade.

E nesse meio termo eu não gosto de ficar, embora seja necessário, como boa escorpiana que sou, sempre preciso ter um certo " Calor humano " .. é como se eu me divertisse em raros momentos, embora na maioria do tempo seja tedioso, acho que já vivi quase todas as fases possíveis com relação ao envolvimento com outras pessoas ... já fui a namorada apaixonada, a solteira convicta, a pessoa que se apaixonava por pessoas diferentes a cada 20 minutos e por fim, aquela que não consegue se apaixonar por ninguém.

Sei também que tenho uma certa sorte em não ser conquistada facilmente, vejo tantas pessoas ai se descabelando por pouca coisa, e chego a conclusão de que minha posição é confortável, não me envolvo, não crio expectativas, mas o preço é alto também. Não sentir também é algo pesado.

É importante a gente sentir uma pontadinha que seja, os sentimentos nos tornam mais humanos, menos egoístas e mais aventureiros. Enquanto eu não sinto, eu aproveito, assisto de camarote outras pessoas sofrerem, algumas eu confesso, merecem demais, e eu sinto até um orgasmo de leve quando vejo que o mundo gira e cada um recebe o que merece. É bom saber que com o tempo eu me fiz feliz.

Não acredito em palavras, na verdade quando escuto essas palavrinhas " gosto de você " .. eu sinto uma vontade sórdida de rir, não faço nada para conquistar, muito pelo contrário, sou desatenta, não sou aquela companhia de momentos ruins e bons, apareço apenas quando convém aparecer, então de fato me pergunto o que eu conquisto sendo assim.

E nessa de 8 ou 80, sempre andarei em opostos, sem momento para mudar ... sou levada pelos instintos, mas também assumo o controle da minha vida, algumas batidas podem machucar.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

E por falar em saudade...



Ontem fui dominada por um sentimento estranho, não sei ao certo explicar perfeitamente o que senti, eu só sei que algo surgiu e inevitavelmente eu senti saudade.

Quando falamos em saudade, pensamos em alguém, ou pessoas, é aquele velho ditado de acharem que saudade tem nome e endereço. Confesso que a princípio também pensei o mesmo, até veio em mente uma pessoa com a qual eu tinha muita amizade, ao surgir essa lembrança, eu me senti sozinha, ainda que em meio a tanta gente .. senti falta dos sorrisos e das brincadeiras, e culpo exclusivamente a mim, por tal afastamento.

Sou difícil de lidar, sinto até uma necessidade grande de falar sobre isso, é como se eu me protegesse falando isso, e de certa maneira alertasse também, meio que dizendo " Você sabe que sou assim, então a consequência de se aproximar é sua ". Sou culpada por diversas coisas que aconteceram em minha vida, compliquei o que era simples, e por fim, fiquei só, não que eu esteja só, mas eu me sinto sozinha.

Não quero desmerecer às pessoas, as vezes até minto ou exagero um pouco, mas no momento, não gosto e não sou de ninguém, ainda que eu eu chegue e fale que eu gosto, mas eu não gosto. Eu me protejo quando gosto, eu mudo, quem me conquista, me conquista de graça, as vezes até mesmo com um sorriso ou com um olhar. É, sou meio piegas quando gosto, fico boba. Se eu me mantenho séria e indiferente, é porque estou diante de outro tipo de interesse, e não de sentimentos.

Preciso também ressaltar que, de certa forma uma pessoa chamou minha atenção nos últimos dias, não sei bem, a teoria do gostar de graça se aplicou, fiquei um pouco cativada pelas brincadeiras, mas esse tal de gostar um pouquinho, não irá aumentar.

E por falar em saudade, eu não quero ninguém. Sinto saudade unicamente de mim, dos momentos ... da pessoa divertida e de certa forma sonhadora que já fui. Sinto saudade de deixar que as pessoas entrem, sem medo. Hoje em dia vejo tanta mesmice, tanta gente igual .. as vezes sinto vontade de pegar uma mochila e ir pra longe, encontrar pessoas que talvez possam me acordar, e ao mesmo tempo também quero ficar parada no mesmo lugar, achando que essa tal frieza é apenas experiência.

Bom, o certo é que o tempo passa e as coisas perdem a graça. E sinto-me exatamente assim, cansada do mesmo, e ao mesmo tempo explodindo por dentro. E se nunca mais eu sentir essas sensações bobas novamente? O NUNCA e o SE, se misturam, mostrando tão somente que, por mais assustador que seja, eu não tenho o controle de muita coisa.

domingo, 14 de outubro de 2012

Aventura ou comodismo?


Eis aqui uma pergunta interessante e pouco questionada: O que é melhor, o perigo ou a certeza? as sensações ou o pé no chão? Bom, como todos sabem, não gosto de ser hipócrita, as vezes eu digo o que muita gente pensa, mas que não tem coragem de dizer, o fato é que, será que todos nós levamos a vida que queríamos?

Partindo do ponto em que muita gente se esconde, eu acredito que levamos uma vida inventada ... cazuza gostava de amores inventados, mas me pergunto, até que ponto essa imaginação preenche? por sorte, dos últimos mêses pra cá, tenho levado a vida que quero, sem meio termo, sem sufocos e nada que me prenda. As vezes a gente se prende a algo ou alguém, e deixamos de ser nós mesmos.

Não sei viver de acordo com as expectativas alheias, e com certeza é por isso que nunca construo nada sólido e firme, sempre que vejo que esperam algo de mim, eu me sinto presa, restrita e decifrável, gosto de viver com meus erros, com minhas manias e pensamentos, e não é que eu nunca tenha gostado de ninguém, o que sempre aconteceu e acontece é que, eu não sei conviver com ninguém, não sei ser dividida, ou somada e até mesmo acrescentada, eu gosto de uma pessoa lá e eu aqui, longe.

O comodismo está diretamente ligado a quem sabe o que quer e não vive o que pensa. Ora, tudo bem que eu acho fofo casais que comemoram 1 ou 2 anos de namoro, mas me pergunto aqui de longe: Será que são felizes? qual é a sensação que alguém ainda deve sentir depois que desvenda todos os mistérios e jeitos da outra pessoa? a priori gostaria de ressaltar que isto é apenas um pensamento meu, existem exceções.

Eu gosto de descobrir, de viver coisas diferentes sempre ... quando me perguntam e eu digo que meu namoro mais longo durou 2 mêses, eu não digo por maldade. A intensidade é mais importante que o tempo, tenho certeza que a pessoa em questão, me marcou muito mais em dois mêses do que poderia me marcar em 3 ou 4 anos de namoro. As pessoas não sabem viver sozinhas, e isso é bem verdade, a carência e o medo da solidão confundem e sufocam sentimentos que poderiam ser maiores, por isso nunca tenho medo de estar sozinha, e na verdade, eu até gosto, é um momento gasto pra pensar, pra curtir e observar o quanto a vida pode ser boa e imprevisível.

A aventura e o errado sempre me puxaram, se eu analisar e observar o perfil que mais me atraiu e me marcou até hoje, é exatamente o mesmo ... aquela pessoa mais imprevisível, solta e é claro, totalmente errada. Gosto de passos errantes, de pessoas que vão mas que voltam, gosto de desafios e de ser desafiada, gosto de flertes, olho no olho e boca com boca ... gosto de quase tudo, porém tudo ao meu tempo, pressa demais me sufoca, e facilidade demais nunca me conquista.

O lado ruim das pessoas é não admitir isso, esse jeito errado, suas vontades mais loucas e insanas. Tenho pena de quem tem uma personalidade incrível mas prefere se esconder entre o comodismo, naquilo que teoricamente é o mais correto. O correto para mim, é viver bem, sem pensar nas consequências e ser forte caso elas existam.

Enquanto todo mundo espera o par perfeito, o amor da vida, eu espero minhas aventuras, e digo mais, não trocaria meus momentos loucos pelo anel de noivado de ninguém, e por favor, amor está longe de ser matemática ... ou seja, dois continuam sendo dois, e nada de somas ou divisões .. a calculadora é sempre um tédio.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

infinito particular


Cheguei a conclusão de que sou uma pessoa estranha, não que eu ache que isto seja um defeito, na verdade me orgulho bastante das minhas estranhices, do meu jeito de ser. Deixar as coisas subentendidas é quase que uma missão na minha vida, gosto de atiçar a curiosidade, até um certo ponto, algumas coisas sempre serão ocultas.

No meu infinito particular levo poucas coisas, não por maldade e sim porque eu canso rápido e fácil. É, eu sou estranha, tenho meu próprio mudinho e, ao mesmo tempo, também estou no mundo de verdade, neste mundo onde nada para e nada volta, se não vivermos o AGORA, o que nos resta? é por isso que não gasto minhas energias com pensamentos, ficções, prefiro me jogar na vida e ser levada pelo tempo.

Estou sempre diante do meu 8 ou 80, sempre intensa ou sempre desligada, mas nunca neutra. Sou feita de sensações, de adrenalina, coragem e um pouco de perigo, acho que se a gente não se deparar pelo menos uma vez com sensações e momentos perigosos, a vida não terá tanto sentido assim. Temos que nos desafiar, nos instigar e por fim, iremos nos surpreender, experimentem.

Sou uma curiosa nata, embora eu não espalhe pelos quatro cantos, eu tenho minhas curiosidades e meus instintos são altamente aguçados, nada escapa. Esse fascínio pelo novo, pelo desafio, é o que realmente me puxa, se existe algo na minha vida que fiz realmente bem feito, foi o fato de nunca virar as costas para aquilo que eu quis descobrir, acredito inclusive que, a pior coisa que podemos carregar em nossa consciência é o fato de não sabermos, isto mesmo, não sabermos se daria certo, não sabermos se daria errado, a dúvida com certeza é muito pior do que as consequências, as consequências são um sinal de que você esteve ali, já as dúvidas refletem que o pensamento não foi vivido.

É, eu gosto de uma vida bem vivida, considero-me a pessoa mais intensa que eu conheço, tenho um pé na loucura e outro pé na razão, posso dizer que este ano em especial foi um dos mais movimentados, cheio de aventuras, fiquei diante de coisas que me assustavam, mas que no fim foram elas que me mostraram que o medo não está mesmo no meu cardápio. Foi um ano que me desafiei, em todos os aspectos, continuei na faculdade apesar de tantas opiniões negativas do meu pai, não só não desisti, como ganhei uma força a mais para estudar. Foi um ano também em que mais fiquei ou conheci garotas, só mesmo de curtição, acredito que em tempos passados eu me apaixonava fácil demais, hoje em dia descobri o quanto é bom estar sozinha e muitíssimo bem resolvida, é como se eu tivesse passado a cuidar mais de mim e, consequentemente tivesse não apenas de bem comigo, mas também atraindo algumas pessoas sem saber.

E por fim, tenho uma notícia bombástica para quem acompanha este blog .. a minha mais nova curiosidade a ser vivida foi ter ficado com um homem. Sim, pela primeira vez eu beijei e fiquei com um. Falar das sensações que nem eu mesma entendo bem, é complicado, prefiro deixar subentendido. O que posso dizer e que serve também como conselho é que, não deixem de viver, ora, pra que se guardar e ser politicamente correto? vamos nos jogar, errar, brincar e rir de tudo no final.

E aos curiosos de plantão eu só digo uma coisa: Eu estou muito bem, me sinto tão em paz comigo mesma, me sinto alegre, solta. Eu me libertei de mim mesma, chega um momento da vida em que, viver pra dentro é pouco, queremos o mundo, adrenalina e sensações que nos façam perder a cabeça. Não tenho a vida perfeita e nem vou falar sobre felicidade, quem é feliz não diz, falta tempo, e por sinal, meu tempo está bastante curto ultimamente.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Cansaço ..


Sinto-me extremamente cansada, a vida olhando assim do alto não passa de uma brincadeira de momentos iguais ou parecidos. O fato é que tudo parece mais do mesmo, e nunca uma sequência, na verdade a sequência sempre existiu apenas na minha imaginação, pois na prática tudo acaba em um grande tédio.

Mudei um pouco meu comportamento, antes eu falava mais, hoje em dia eu tenho preguiça dessas coisas, prefiro apenas observar e deixar que o tempo passe, e nunca que se encarregue, existem pessoas que usam o tempo como comodismo " Ah o tempo fará isso ou aquilo " eu simplesmente discordo, nós é que temos que fazer, porém no momento não sinto vontade de fazer ou de mudar nada.

Sei que já falei várias vezes em indiferença, mas agora realmente sinto a sensação de que desliguei a tomada, literalmente falando. Uma grande parte de mim não se importa com mais nada e nem ninguém, as experiências chegaram ao ápice, eu não sei mais lidar com o ser humano, admirá-lo e muito menos depositar a minha confiança, enxerguei de maneira perfeita e sem volta o quanto as pessoas são falsas, interesseiras..

Meu diferente talvez seja que não critico quem é assim, tem gente que perde a noção de realidade e fala aos 4 cantos sobre a falsidade de fulano e sicrano, eu de modo prático e extremista me desfaço de pessoas assim, sem ataques. Aprendi a separar as coisas que fazem parte da minha vida, eu diria que é mais uma reciclagem, há coisas que são fundamentais, e há coisas que são altamente descartáveis, e sempre me divirto quando jogo algumas coisas no lixo.

Esse cansaço atual é tão diferente a ponto de me deixar sem palavras, por mais que eu fale aqui no blog eu sinto que não disse nada, é como se eu não me encaixasse em lugar nenhum, estou tão seletiva a ponto de sempre ficar só, e admito, minha companhia de fato é a melhor para mim. Quando eu fico de frente comigo as coisas ficam mais claras e, ao mesmo tempo, não sei me expressar, a indiferença é tão grande que tudo que for diferente a isto que estou dizendo, acaba saindo de maneira forçada.

E ai surgem memórias de quando a vida era diferente, tem gente que não se prepara para a vida, confesso, sempre fui uma dessas, sempre falei demais, porém, na prática, sempre fui muito mole e frágil. E não é que agora eu esteja forte, mas estou digamos que, num plano superior a isso, escapo de todo e qualquer teste. E meu cansaço resume-se a silêncio, seriedade e principalmente, a mim mesma. Talvez um dia eu volte a ser fênix, ou finalmente eu tenha chegado a personalidade e a vida que de fato combinam comigo.

Em fases de cansaço, o melhor a ser feito é recolher-se. Os sentimentos mais fortes não foram feitos para serem expostos, desde então, desconfiem quando as pessoas gritam demais, no fundo no fundo, elas estão apenas tentando convencer a si mesmas, que a vida é perfeita, ou, horrorosa.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Paixão e Carência..






Há quem pense que são assuntos distintos, eu também pensei, talvez analisando de uma maneira mais ampla a paixão em nada se parece com a carência, mas, em alguns casos elas se misturam, se envolvem e no final, costumam dar aquele baita nó na cabeça.

Bom, há cerca de 2 mêses me vi em uma situação inusitada e, que trouxe momentos inesperados. As coisas ficaram diferentes, isso é fato. Mas, agora eu penso que a melhor maneira para compreendermos algo exterior, é justamente se fechar um pouco no nosso próprio interior. Eu busquei soluções baseadas em opiniões, mas só pude mesmo entender meus sentimentos a partir do momento em que me fechei completamente e fiquei sozinha.

Hoje ninguém será capaz de roubar a minha paz, e tenho dito, não por medo, não sinto um pingo de medo atualmente e sim, porque me tornei novamente a pessoa inconstante que sempre fui. Estou enjoando muito facilmente as pessoas ao meu redor, é como se o meu desinteresse fosse algo automático, ainda que eu conheça milhões de pessoas diferentes. O fato é que me sinto exigente, e descobri que não existe mal algum em ser assim, tenho bem definido o perfil que eu procuro, e disto eu não abro mão, não mais.

Voltando ao título do blog, eu posso dizer que a carência é a mãe dos cegos. Acredito que a carência tem o poder de cegar e principalmente, de exagerar tudo aquilo que é visto. É difícil eu admitir, mas, de fato, eu estava me sentindo carente, ou no mínimo sozinha, após o fim do meu último relacionamento, relacionamento este que eu já estava acostumada há muito tempo. Então, eu estava absolutamente apta a confundir qualquer sentimento que aparecesse, apenas pelo simples fato de me sentir sozinha depois de tanto tempo.

Confundir um coleguismo com paixão, de fato não é a lembrança mais memorável que terei, mas com certeza foi um aprendizado. É um alívio perceber que não sinto nada, nem mesmo uma simples atração, todas as minhas confusões foram embora. O preço para descobrir foi um pouco caro, abri mão de algumas coisas, e o peso de enxergar outras foi realmente algo inesperado e traumatizante, porém, foi necessário.

Dizem que as máscaras sempre caem, eu concordo plenamente, contudo, eu sou cuidadosa e muito crítica, até mesmo com relação a mim. As vezes as pessoas preferem pensar que foram enganadas, eu sou do perfil oposto, nunca chegarei e direi " Você me enganou " e sim .. " Eu me enganei ".

E quantos enganos já tive, já idealizei pessoas e momentos, até o ponto de não sobrar mais nada de bom dentro de mim. Vivo com os dois pés na realidade, antes machucava, confesso, estar diante de verdades é como pisar em brasas, porém, depois que o tempo passa, o esperado alívio chega, e é isto, sinto-me aliviada.

A cada vez que eu me perco e erro, eu volto mais forte, é como se eu fosse uma fênix. Gosto de surgir de repente e surpreender a todos, carrego esse espiríto de renovação dentro de mim. Defendo até os limites tudo aquilo que quero, o diferente é que meu querer é passageiro, posso querer hoje e amanhã não, e digo e repito, ultimamente nada me empolga, as pessoas e situações são as mesmas, as aventuras também, talvez quem tenha mudado seja eu, mas mesmo assim tento me divertir com o meu próprio tédio.

Sobre a carência, apenas tenham cuidado, ela indica de forma bastante clara o quanto falta amor próprio. Me orgulho muito por ter voltado a ser independente, hoje eu não confundo nem uma vírgula, quanto mais o que eu quero. A carência é o sentimento falso de que tudo é especial, as coisas se mexem apenas na imaginação. Já a paixão é a sensação de que tudo continua rodando, e não para. Em ambos os casos considero-me indiferente, estou parada, sóbria e enxergando tudo perfeitamente bem.

domingo, 23 de setembro de 2012

Seja bem vinda!



Dizem que falo pouco sobre mim, é bem verdade que algumas partes minhas são secretas, me sinto mais protegida estando e sendo assim. Mas, tudo na nossa vida se liga ao passado, ainda que indiretamente. Voltando no tempo, me recordo da minha adolescência, ela representou uma fase que sem dúvida alguma eu era a pessoa mais discreta e isolada do mundo.

Não vou negar, eu sempre enxerguei muito além do que as pessoas enxergavam, é como se desde muito nova eu pudesse entender tudo, porém, sempre fui pressionada a não dizer, por me achar diferente, eu sempre fazia questão de me calar, era a minha maneira de não chamar a atenção de ninguém. O pouco de isolamento e silêncio que carrego em mim nos dias atuais, refletem exclusivamente a um passado em que eu me escondia por completo.

Ainda que exista preconceito( em todos os aspectos), eu afirmo e comemoro o fato de que hoje em dia isto está muito menor que antes. Há cerca de 10 anos atrás o padrão era muito fechado, a menina deveria gostar de rosa, boneca e ser super feminina, desde já eu fugia desse padrão imposto, me divertia com os meninos e me aproximava das meninas que não se importavam em brincar de bola em vez de boneca. Seja em qualquer nível de " diferença ", eu vejo como uma espécie de algo traumatizante para quem passa, primeiro porque as pessoas geralmente abaixam a cabeça quando são ofendidas, é como se elas mesmas também achassem que estão " erradas ".

Sempre tive uma mente muito aberta, somos todos iguais, independentemente daquilo que aparentemente possam nos tornar diferentes, nunca desmereci ninguém e sei que posso garantir que é algo que nunca farei. Das experiências em que sofri um certo bloqueio por parte de outras pessoas, eu carrego como algo que me deixou mais forte, ainda que isso tenha me tornado sim um pouco mais fechada para as pessoas. A sensação de chegar em uma escola e saber que com certeza além de ser evitada, eu seria motivo de piadas, me tornou uma pessoa mais fria com relação ao sentimento alheio e, ao mesmo tempo, não consigo confiar em muitas pessoas. As pessoas trocaram a homofobia exposta por uma hipocrisia gigante. Eu sinceramente nem sei em qual época aprendi mais, se era na época em que ninguém se aproximava de mim, ou agora em que as pessoas se aproximam, mas depois por medo fogem.

De uma única coisa eu tenho certeza, não sou diferente, e digo mais, não estou aqui para querer ganhar a pena de ninguém. Infelizmente alguns gays tornam isso uma verdadeira novela, se resumem basicamente a ser gay . Eu me considero além disso, sou uma boa amiga, uma boa filha e por fim, uma boa pessoa. Não sou apenas A HOMOSSEXUAL, e sim, muito mais que isso. Portanto, se faz necessário que alguns Gays se retirem do papel de comodismo de " Coitadinho, ele é gay " e mostre de fato para que veio.

É tão engraçado quando a gente olha para o passado e enxerga perfeitamente as mudanças que surgiram. Ao olhar para trás, eu lembro que achei que eu nunca encontraria alguma garota, eu pensava: Não é possível, devo ser a única a sentir atração pelo mesmo sexo que eu. Alguns anos se passaram e hoje em dia carrego um sorriso cínico no rosto com relação a isto. Não usaria o termo pegadora para me definir, embora algumas pessoas me rotulem assim. Num cálculo assim de cabeça, eu acho que já fiquei com umas 50 garotas de 2005 para cá, não é uma quantidade tão grande, mas tendo em vista que um dia eu cheguei a pensar que eu ficaria sozinha por falta de opções, é um tanto que ironico muitas coisas terem acontecido comigo assim.

Sou bem resolvida em todos os aspectos da minha vida, carrego dentro de mim uma força enorme, já vivi e já passei por muitas coisas em minha vida, coisas que me tornaram um ser humano melhor, e claro, pior também. Não vou aqui pregar a bondade extrema, eu tenho sim meu lado ruim, eu diria que péssimo, mas até disso eu tenho orgulho. Eu tenho um baita orgulho da pessoa que eu sou hoje, me admiro demais, e embora eu não tenha o conhecimento de todas as coisas da vida, eu tenho uma intuição que foge de comum, nada passa ou passará despercebido por mim, eu sou a melhor observadora que conheço.

Tenho ido a muitos ambientes Gls ultimamente, eu diria que é uma experiência boa, até mesmo para quem não for homossexual, são as pessoas mais divertidas e respeitosas que já vi. Algo que me chama bastante atenção são os tipos de mulheres que ali tem, existe um tipo para todas as possibilidades, existem as dramáticas, as românticas em excesso, as safadas em excesso e é claro, as curiosas ou heterossexuais. Em rodinhas assim eu me divirto bastante, e claro, me sinto estranha também, sou diferente de todas as que eu vejo, é como se eu tivesse um pouquinho de cada uma delas, mas que não fosse exclusivamente apenas uma coisa. Tenho momentos e faces diferentes, carrego um lado quieto mas ao mesmo tempo, bastante malicioso também, posso ser feminina, mas também posso querer me resumir a calça Jeans e All Star. Eu vejo que para tudo existe um rótulo, ora, não estou aqui para ser rotulada, ninguém vai me conhecer apenas pelas roupas que uso ou os lugares que frequento. Quero ser conhecida pela minha personalidade, inteligência e meu próprio jeito de ser.

Eu preciso confessar algo para vocês, não sou mais tão tímida assim, e perder essa timidez foi algo que embora traumatizante, trouxe momentos maravilhosos. Sempre bati na tecla de que eu era tímida ou então que fugia das coisas quando tornavam-se sérias. Tenho aprendido a ser bem cínica na verdade, eu transformava minha vida em algo tedioso ao esperar que as coisas caíssem do céu, agora tenho ido atrás de tudo que eu quero, em todos os aspectos. Se estou interessada em uma mulher, eu não perco mais tempo, e tenho tido boas experiências até então. Aventuras quando são bem vividas e não sao levadas a sério, fazem um enorme bem.

Não quero ser levada a sério, tem um trecho de uma música que bem me define agora: "Faço de conta que sou levada, pra ser levada em conta." Aprendi a conviver bem comigo mesma, não me entrego de bandeja a quem se interessar e não confio plenamente em ninguém, inclusive em mim mesma. Posso ser má as vezes, e se eu não confio em mim, porque alguém se atreverá a confiar?

 E sou assim, leve, livre e ao mesmo tempo forte, tente me prender e perceberá que posso te quebrar.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Restos não me interessam ...



Pensei que 2012 seria o ano em que eu menos me questionaria a respeito de relacionamentos, obviamente eu estava enganada. Tenho vivido experiências que, acima de tudo, me fazem aprender bastante, apesar de todas as passagens tediosas, tristes ou alegres.

As pessoas tem uma mania de resumirem relacionamento apenas entre namoro. Eu, penso de maneira diferente, vejo relacionamento como algo extenso, em todos os aspectos. Uma vez, um dos maiores poetas brasileiros disse: Raspas e restos me interessam, ora, porque temos essa mania de nos conformamos com pouco? o maior segredo da vida é o tal do amor próprio, sem dúvida alguma. Quando amamos a nós mesmos, somos mais confiantes, maduros e fortes.

Talvez a Cazuza faltasse um pouco desse amor próprio. Tem gente que é assim, se doa, se doa e se doa, e sem perceber, vai se secando, perdendo características incríveis apenas para agradar ou conquistar aquilo que não será conquistado. Vamos acordar minha gente, não é preciso ter desgastes, tristezas ou qualquer outra coisa .. se a pessoa gosta de você, ela estará ao seu lado, não adianta complicar ou buscar outras teorias, a verdade absoluta é esta.

Ultimamente eu não tenho muito a falar sobre relacionamentos, no sentido de ser um namoro. Considero-me solteira desde Setembro do ano passado, depois dali, me meti em diversos rolos, um troca troca, mas, com relação a de fato estar junto de alguém, eu realmente não tenho experiências recentes, e pra ser bem sincera, isso não me fez falta, muito pelo contrário. Lembro que quando eu namorava, eu era bem diferente, muito insegura e acima de tudo, eu não me amava. De 2011 pra cá, é evidente a minha mudança, fisicamente eu me cuido muito melhor, gosto do que vejo no espelho, a aparência física sofreu um " UP ", e a maturidade me trouxe liberdade. Tem coisas que se aprendem assim, estando só, não adianta se cercar de pessoas ou de namoros vazios, a experiência mais válida do ser humano é quando ele convive com si mesmo.

Tenho me sentido muito pensativa ultimamente. Sabem aquela sensação de que tudo, absolutamente tudo, tornou-se monótono? sei que não sou a única a me sentir assim, talvez a minha grande diferença esteja no fato de que eu sei quando devo agir, eu tenho minhas estratégias, planos e quem sabe até um pouco de mistério guardado em mim. O fato que me divide e me incomoda ultimamente é que, me sinto cansada, extremamente cansada de todas as relações que eu tenho em minha vida. Sinto que não sei construir nada que seja forte, enquanto alguns conseguem " cativar " outras pessoas, eu me sinto em um perfil totalmente oposto, ou seja, acho que em vez de cativar, eu aprendi a saber afastar, e o mérito é totalmente meu. Se encontro pessoas incríveis, eu não sei segurar e simplesmente tropeço, faço besteiras e absolutamente todas se afastam. Se encontro pessoas mais " fáceis ", eu acabo enjoando. Não sei viver nesse meio termo de amizades fracas, mas ao mesmo tempo, não sei cativar aquilo que poderia ser forte.

Restos não me interessam, essa é a verdade. Em alguns momentos eu me acostumo e consigo me adaptar. Se eu recebo restos, indiretamente eu me torno um resto também, algo descartável. Estou eliminando essas coisas da minha vida, é uma brincadeira que não tem mais sentido ou graça. Outro ponto importante que pude perceber em mim é que, nos últimos dias ou mêses, eu não sei ficar sozinha, no sentido de que não estou me permitindo a isso, pelo menos até agora, acabei ficando com muitas pessoas, e foram tantas mentiras ditas, tantos interesses falsos, nunca fiz por mal e muito menos por carência, não sou do tipo carente e frágil, se as vezes quero ter 100 garotas do meu lado, é por ego, e principalmente pelo lado sexual da coisa, sendo bem direta.

Não é fácil me desligar desse lado, gosto muito de jogar, mas, preciso fazer escolhas coerentes e melhores, e não apenas baseada em não ficar/estar sozinha. Se for pra eu ficar, se for pra curtir, que seja realmente com pessoas que eu me identifique, sinta uma puta de uma atração e simplesmente isso. Se for pra chamar de amigo(a), que sejam pessoas que eu realmente saiba que posso contar com elas, ultimamente tenho vários amigos no papel, mas na vida real, acabou virando outra experiência monótona e vazia.

Restos não me interessam, não enquanto eu me sinta assim inteira. Não nasci pra ser metade e não nasci pra querer pouco. E em meio a tantas voltas da vida, o mais importante é não cair. Sou forte, nunca caio, as vezes eu tropeço de leve, e é ai que enxergo as coisas muito melhores que antes. Restos não me interessam, sou indiferente quando devo ser, e até mesmo quando não devo. Não sinto culpa por nenhum erro que eu cometo, no dia que eu for perfeita e certinha, irei precisar urgentemente ser internada.

sábado, 15 de setembro de 2012

Terceiras intenções ..


Guardo minhas verdadeiras intenções em um lugar secreto, confesso, ninguém chega ou chegará facilmente nele. Há uma parte em mim que é tão escondida, misteriosa. Sei que tenho facilidade em brincar com as palavras, transformo pensamentos em frases, capítulos e livros, mas há coisas que guardo, bem intimamente, e você se tornou uma delas.

Não sei se ainda levo jeito para escrever minhas coisas cafonas de outros tempos, mas eu penso que a saudade nos faz voar, em outros mundos. A saudade é isso que tem me incomodado ultimamente. É meio contraditório viver em dois mundos, Daqui há poucos minutos vou vestir meu personagem fútil de sempre, me divertir, falar e fazer sacanagens, sem arrependimentos, no máximo talvez com uma ressaca moral no dia seguinte. Tentarei mais uma vez, fugir dessas terceiras intenções, de você.

Queria que você aparecesse na minha porta e torna-se tudo mais fácil, ou no mínimo real, queria sair um pouco desse mundo de fantasias e superficialidade, e ir de encontro ao que de fato me interessa. Não há como eu falar de interesse e não pensar em você, no seu sorriso, na maneira com a qual facilmente você diz suas bobagens. Você é toda errada, e talvez por isso eu goste tanto assim. Temos a facilidade de entrar e sair da mesma maneira.

Não tive muito tempo para pensar, falar e demonstrar. Acredito até que isso seja uma sorte, tendo em vista que sempre faço a coisa errada, sempre carrego esse medo estúpido de me encantar por algo. Eu não nasci pra essa vida de querer alguma coisa. Nasci pra ser livre, não sei lidar quando eu sei que existem expectativas em cima de mim, mas, dessa vez eu queria ser a melhor, queria impressionar, mostrar coisas diferentes, pensei em te atrair para o meu mundo, da mesma maneira que fui atraída para o seu.

Não tem como falar de terceiras intenções e não lembrar do mestre Cazuza, na verdade a música " codinome beija-flor " me inspirou de certa maneira, sem contar que, assim como o cazuza, eu vivo o que eu digo, e digo o que eu faço. Entre uma vida monótona e certinha, eu sempre vou optar por aquela em que eu sinta meu sangue fervendo, ninguém faz ideia do quanto posso ser diferente se eu realmente quiser me jogar pra vida, pra viver. No momento ainda tenho meus pés presos, ainda que de maneira fraca, a qualquer momento posso sair.. Mas como seria bom se, ao sair, você fosse a minha primeira visão, a minha primeira aventura.

É certo que, o mundo é enorme, chances surgem a qualquer momento, e por eu ser inconstante, sei que existe uma grande chance de esquecer rapidamente o que eu disse agora, mas, ainda assim, acho válido que isso fique escrito, registrado. Não é qualquer mulher que consegue isso de mim, essa inspiração, essa saudade e esses sentimentos confusos.

Sei que minha postagem de hoje foi direcionada a alguém que com certeza não irá ler meu blog, o que torna isso mais fácil para mim, por orgulho e ego eu jamais diria tudo que eu disse agora. É meus caros leitores, esse bicho estranho chamado saudade, me pegou de jeito, o mais bizarro é que é uma saudade daquilo que nunca existiu.

Eu sei que é estranho, muitos irão se questionar a respeito dessa saudade, não sei se esta sensação acontece só comigo ou se outras pessoas também sentem. Não tenho receio de admitir, sinto saudade da companhia, e principalmente do bem que ela me fazia. Sinto até saudade daquela malícia que ficava subentendida as vezes. Saudades do que nunca existiu, talvez seja a melhor ou a pior saudade.

Ultimamente sinto-me estranhamente sozinha, não encarem como um tom dramático, pois não é. Minha essência é justamente essa, carregar essa solidão comigo. No meio do caminho as vezes paro, encontro pedras que acho valiosas, tenho vontade de ficar ali parada apenas admirando-a, mas não posso, tenho que seguir a rota que eu mesma preparei para mim.

Se alguém me perguntar sobre a saudade, direi que ela tem o poder de sobreviver, foge da lógica, da razão. Direi também que ela nos torna mais humanos, direi que ela está tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe de mim, e que seus olhos são os mais lindos que já vi, ainda que seja apenas até amanhã.

Os meus segredos de liquidificador, eu realmente não digo. Compartilho um pouco apenas das minhas terceiras intenções, hoje, elas se resumem a você, com toda intensidade. Amanhã, ah meu bem, o amanhã é tão incerto, prefiro que você esteja aqui hoje. Sobre o amanhã, eu não garanto, minhas emoções são intensas, mas também são leves. E enquanto você não chega, eu faço de conta que você não faz falta, faço de conta que o beijo de qualquer outra pessoa vai suprir a vontade do seu.

Não sou de ninguém, nem tão pouco sua. Sempre estarei rodeada de pessoas, e pra ser sincera, eu gosto disso, faz bem para o meu ego, e de quebra, ainda alimenta meu espírito de jogadora. Me divirto, minto e uso. A única verdade que carrego atualmente é que, literalmente, eu carrego você.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Mulheres também broxam.


Sim meus caros leitores, as mulheres também broxam. Nos últimos dias escutei uma frase que me causou um certo impacto misturado com uma vontade sórdida de rir, bom, em uma conversa eis que surge essa pérola " Vou desistir de homens, é mais fácil agradar uma mulher. ". Bom, agora que finalmente parei de rir, enfim irei comentar o que eu penso. Como assim é mais fácil? não que eu saiba a opinião de todas as lésbicas do planeta, mas pelo menos a minha é de que, o negócio não funciona bem assim não. Meu grau de exigência será o mesmo, ou melhor, eu diria que até maior, tendo em vista que com um pedaço de bunda ou corpo, você levará facilmente um homem para cama, porém, comigo não. Não nasci pra ser açougueira.

Mulheres também broxam, e eu explicarei. Homens vão analisar uma região muito importante de você, a sua bunda. As mulheres serão um pouco mais complexas, afinal, é algo muito além de simplesmente chegar e pegar a pessoa. Eu não consigo sair pegando geral simplesmente porque é mulher, não mesmo. Existe alguns critérios para que haja realmente uma atração, sendo que ela é o objeto principal, já que não somos guiadas por duas cabeças, se é que me entendem. Somos guiadas pelo faro, cheiro, o toque, e não apenas pela aparência física que ali é mostrada. As vezes a mulher é linda fisicamente, porém, na hora do beijo ou de algo a mais, é a coisa mais broxante do mundo.

É, o sentimento de " broxar " não é legal para ninguém, nem para os homens e muito menos para as mulheres. Afinal, o que fazer numa hora dessas? eu dou pistas na verdade, sempre fui muito empolgada e extremamente ligada ao lado sexual da coisa, então, se de repente sou quieta e na minha, com certeza não é por acaso e com certeza não será timidez da minha parte. Eu lembro que aconteceu uma cena dessas no ano passado comigo, eu inventei qualquer desculpa, desde doença a reclamar do horário, e fui embora quase que correndo. Definitivamente, se a atração não bate, eu não sinto vontade de fazer mais nada.

Eu já broxei bastante durante a minha vida, e não falo apenas do lado sexual, e sim, em todos os aspectos. Não consigo me agradar facilmente com nada e nem ninguém, me considero perfeccionista porém não sou fresca, eu apenas tenho minhas preferências, e acreditem, não se resumem em " mulher ". Alguns podem pensar: "ah, ela é lésbica, gosta de qualquer mulher."  ENGANAM-SE DEMAIS! Eu broxo com falta de inteligência, com falta de atitude e principalmente ... com falta de personalidade.

Eu percebo que, entre as opiniões a cerca da homossexualidade, existe uma que é bastante clichê. " Minha amiga é lésbica, então ela quer me pegar porque sou mulher " NÃO, NÃO E NÃO! Pra ser bem sincera, obviamente já tive umas experiências com amigas, não nego, mas isto não se reflete a todas, muito pelo contrário .. 99,9% das minhas amigas, eu olho e não vejo nada demais, apenas amizade. Então a você, que por ventura pode ter uma amiga lésbica, não se preocupe, isso não quer dizer que ela quer você.

Entre ser perfeccionista e fresca, no meu ponto de vista, existe uma enorme diferença. Eu me considero perfeccionista no sentido de que, eu gosto das coisas do meu jeito, só me envolvo ou fico, se a pessoa realmente se encaixar no perfil que é de minha preferência, ser mulher não quer dizer absolutamente nada, ser bonita e ter mil qualidades também não. Minhas preferências mudam, mas, não deixam de perder o foco, sempre gostei de apenas um tipo. E garanto que ser fofinha, ciumenta, grudenta e meio burrinha, definitivamente não entra na lista.

" Sexo entre mulheres não é sexo de verdade " .. ora, então o que eu fiz durante anos da minha vida? brinquei de casinha? Eu nunca vou entender a cabeça de quem pensa que sexo é só pênis e vagina e acabou. Na verdade chego até a sentir um pouco de pena, tendo em vista que de mentes abertas surgem várias ideias, de repente, ainda que a pessoa seja heterossexual, poderia sugerir ao parceiro que ele fizesse mais coisas. Pessoas que realmente são mais entendidas neste assunto, sabem que uma pegada de verdade ( independente do sexo da pessoa) é o que vale de verdade.

Gosto de quebrar tabus, de ser um pouco polêmica quando devo ser. Não tenho medo ou receio de falar abertamente sobre minhas opiniões. Não sei seguir linhas certas e feitas, gosto de sempre criar novas, de ter meu próprio caminho. Não sou muito adepta de rótulos, mas de vez em quando surgem alguns e querem me resumir nele. " Ah, você é lésbica? passiva ou ativa? ". Eu declaro abertamente que, excluo de verdade tudo aquilo que for tão concreto assim, me jogo no ponto de interrogação, deixo que a vida me leve, que minhas escolhas me moldem aos poucos, mas nunca definitivamente. Nasci pra ser 8 ou 80, nunca estarei apenas em um lado só ou sendo apenas uma única coisa.

E minha dica preciosa de hoje é que: Se homem for complicado, mulher é bem mais. Se não souber jogar direito e ter atitude, prefira uma planta.

domingo, 9 de setembro de 2012

Sadomasoquismo



" Sadomasoquismo refere-se a relações entre tendências diferentes entre pessoas buscando prazer sexual. O termo sadomasoquismo seria a relação entre tendências opostas, o sadismo e masoquismo.
É a tendência em uma pessoa que busca sentir prazer em impor o sofrimento físico e moral a outra pessoa. "

Bom, que tal temperar o blog com um assunto que pouco é dito por aí? Na verdade, há tempos quis falar sobre isso, mas antes quis de fato ler sobre isso, entender se realmente é algo que chama minha atenção.

Cheguei a conclusão de que, sim, é um assunto interessante, e que em alguns aspectos ganha o meu gosto pessoal. Na verdade, sempre fugi do convencional, sempre gostei das coisas do meu jeito, e isso vai das coisas mais simples, até as coisas mais complexas.

Sou complexa e intensa, as vezes dou dicas do que sou e do que gosto, mas no fundo, guardo segredos em minha caixa. Mas, voltando ao assunto inicial, ora, alguma vez na vida alguém já deve ter ouvido o termo " sadomasoquismo ", alguns exageram nas opiniões e até mesmo no ato em si, eu respeito o gosto pessoal de cada um, mas, obviamente, eu tenho o meu.

Sempre tive um prazer a mais quando provoco algum sentimento ou dor física a outrem, e não, não me acho anormal por isso. Eu simplesmente sou assim, boa na medida certa, e ruim quando devo ser. Há quem me compre pelo lado meigo, pela amizade, mas, isto é apenas o mínimo de mim, o resto se baseia nisto, em um lado obscuro, mas que sem dúvida alguma é mais intrigante que o outro. Sou intensa em todos os aspectos, dentro de mim existe uma grande energia, que embora não venha fácil e não apareça constantemente, está lá, escondida, esperando apenas a hora de surgir e de se mostrar de verdade.

Na verdade, sou extremamente ligada aos meus instintos, sou bastante intuitiva e observadora, e como boa escorpiana, sou fascinada por tudo que envolva sexo, é um tema que quando bem aproveitado, mexe bastante comigo. Acredito que sempre que encontro a oportunidade de colocar minhas ideias em prática, elas são bem aproveitadas.

Desde 2006 eu me encontrei de verdade, vi do que eu gostava, tive experiências, o que é de grande importância na fase em que a pessoa ainda não se descobriu. As experiências e mulheres diferentes que já tive, me moldaram, me soltaram, já vi e já fiz muitas coisas. E acreditem, ainda existe gente que não sabe o que duas mulheres podem fazer na hora do sexo. Eu só digo uma coisa, se a curiosidade bater, não a satisfaça vendo vídeos eróticos, além de não serem reais, pouca coisa tem a ver com o que realmente acontece. Quando tiver curiosidade, simplesmente experimente. Nascemos para nos explorar, nos conhecer.



Voltando a falar das minhas experiências, só depois de muito tempo eu pude enxergar o que realmente eu prefiro. E em todas as minhas preferências, aparecem esse desejo, eu diria que até insano, de fugir do convencional, de sentir prazer em proporcionar prazer, simplesmente isso. Gosto de cenários e situações diferentes, tenho um imenso prazer em dominar, segurar, amarrar, e claro, mandar. É isso, eu gosto de sentir que quem manda sou eu e a pessoa é apenas um simples objeto que estou usando naquele momento.

Lugares " proibidos " exercem um poder a mais sobre mim. Gosto de situações em que o flagrante é um risco .. quanto mais perigoso, mais eu vou querer, ali, naquele momento, não sei deixar nada pra depois e sempre será assim. Lembro das vezes que corri risco, e sem dúvida alguma foram as melhores, a vontade de puxar, beijar e tocar, aumentavam ainda mais. Eis ai um segredo sobre mim, sempre que eu não puder, eu farei.

Tenho que esclarecer, não tenho tanta experiência em ser sadomasoquista, na verdade penso e quero colocar em prática muitas coisas ainda. Já tive momentos inusitados, mas acredito que é apenas agora que assumirei essa postura, sem tabus, sem vergonha. Sempre fui uma pessoa solta com relação as minhas vontades, já aprontei bastante. Posso sim ter todos os defeitos do mundo, mas nunca, nunca mesmo, eu fujo das minhas vontades.

E vejam bem, até neste aspecto eu tenho gostos contraditórios. Como já disse, eu não gosto de meninas frágeis, de personalidade fraca. Porém, sexualmente dizendo, elas são mais submissas, e isso é um fato que me puxa e me instinga, gosto de dominar. Mas, em contrapartida, eis que surge o meu tipo favorito: As mulheres que realmente tem atitude e pegada, essas são as melhores, inesquecíveis eu me arriscaria a dizer. Elas provocam e sabem de fato jogar, nunca torna-se algo tedioso ou monótono, e digo mais, a disputa realmente fica bastante interessante quando a vontade é mútua e a parceira realmente é uma boa jogadora.

Espero não ter assustado ninguém com essa postagem de hoje, não que eu me preocupe com o que as pessoas pensem ou não, mas, fico no mínimo curiosa para saber a reação de cada um que lê. Eu costumo ser verdadeira e direta, antes eu dava mil e um rodeios, fugia, era cheia de receios e preocupações. Hoje não, se eu quero, sou mulher de chegar e fazer. O jogo estará nas mãos de quem conseguir que eu de fato faça, pois garotas não me interessam mais, há não ser que entrem naquela lista de meninas frágeis que eu gosto de usar, mas o jogo de verdade, somente uma mulher é capaz de fazê-lo.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Quente e fria






Há quem diga que sou fria, ora, análises feitas apenas observando a aparência, sempre serão erradas ou quase isso. Na verdade, tenho em mim os dois lados.

Posso ser a pessoa mais fria, dependendo da minha vontade do momento. Considero-me, acima de tudo, bastante observadora, sei a hora que devo ser quente, louca e corajosa, assim como também sei a hora de ser difícil, quieta e um tanto que previsível.

Eu diria que eu tenho sorte por ser assim, eu fico rapidamente entediada das pessoas, meu prazo para aguentar os mesmos papos e companhias, é curto, e costumo usar da mesma opinião com relação a mim também. Se eu ficar tempo demais sendo apenas uma, eu fico enjoada de mim. Sinto essa necessidade de mudança.

Sou fria com todas aquelas pessoas que não conseguem despertar meus instintos mais insanos, e acreditem, isso é raro, quase que impossível. Ultimamente estou tão acostumada com a mesmice, em estar realmente mais quieta. As lembranças das minhas fases mais loucas, chegam a ser quase antigas, pois de fato não encontrei pessoas que despertassem isso em mim.

Ainda que eu não esteja sendo quente ultimamente, eu sei que ainda carrego isso comigo. Eu apenas não encontrei meu lugar, me sinto presa nessa cidade, com essas mesmas pessoas e lugares, e sei que ninguém que eu conheço irá me surpreender, encaro todas como farinha do mesmo saco, assim dizendo. Tenho em mim, uma vontade absurda de me libertar, de me encontrar, de sentir realmente todas as sensações possíveis, desde o medo, ao perigo, o desejo.

Eu sou escorpiana, e bom, não dá pra negar. Grande parte de mim é voltada para tudo que seja sexual, gosto de peles, beijos, puxões e arrepios, gosto acima de tudo, de ser provocada, nunca resisto a quem realmente sabe me puxar e ' me ganhar '. No dia que eu deixar de ser assim, com certeza eu estarei velhinha com mais de 90 anos. Sou extremamente ligada a fantasias e tudo que for relacionado ao erotismo, e não tenho vergonha alguma de admitir isso. Ora, não sejamos hipócritas, desejos sexuais todo mundo tem.

Porém, algo que deixo bem claro é que, essa explosão de vontade não vai surgir com qualquer pessoa, eu não funciono dessa maneira, sou muito perfeccionista, e eu gosto que seja da minha maneira. Pode parecer bizarro ou diferente, mas, eu seleciono as pessoas apenas com um simples olhar, eu olho e já sei quem realmente pode fazer parte do meu jogo. E apesar de ficar em 99% das vezes com pessoas que não me empolgam, ainda assim, já me divirto nos primeiros minutos, porque depois, eu mesma faço questão de me afastar e enjoar facilmente daquilo.

Sou fria, sem máscaras ou exageros. Minhas palavras mentem muitas vezes, não se sinta especial apenas porque eu te disse isso uma ou duas vezes. No meu modo de ver, as mulheres que podem ser de fato especiais e diferentes para mim, são aquelas mais reservadas, sem muito alarde, sem muitas palavras. Eu gosto de praticidade, de atitude, daquela mulher que sabe chegar de verdade, sem rodeios, sem dramas. De uns tempos prá cá, eu pude enfim perceber o tipo que mais chama a minha atenção, fiz uma análise e percebi que todas as que considero assim são, inteligentes, sérias, frias e bastante sensuais.

O tipo boazinha, boa amiga e meiga, definitivamente deixou de ser um atrativo. Gosto de mulheres fortes e determinadas. Sabem, eu definitivamente passei dessa fase de ter namoradinha, confusões e afastamentos. Hoje em dia eu não tenho medo de mais nada, nem da paixão, e nem do ódio. Estou simplesmente imune a tudo, porém, infelizmente, estou no lugar errado.

Mas o futuro está por vir, sei que a vida a todo instante continuará mudando. O principal é que eu mesma me modifiquei e me enxerguei de verdade. Sou quente, sou fria, sou ruim, sou boa. Eu sempre tenho versões opostas, portanto, cuidado, quando você pensar que me conhece, eu te surpreendo com o oposto. Afinal, as únicas expectativas que eu busco alcançar, são apenas as minhas.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Não sou Flor ..







Há muito, muito tempo atrás, eu conheci uma moça. Até hoje não sei o motivo, mas, as vezes ela me chamava de flor. Desde a primeira vez que ela me chamou assim, eu levei um choque, eu sempre me achei grossa ou estúpida, mas diante dessa moça, eu era diferente.

Lembro-me que bem no início ela fez algo onde todos a julgaram, e entre uma opinião e outra, eu tentei entendê-la, eu que sempre uso as palavras como minha defesa, desta vez não usei, eu apenas a abracei e a perdoei. A partir dali, eu tentei ser diferente, tentei ser aquilo que eu sei que ela esperava de mim, mas não consegui.

Nas minhas memórias ficou gravado apenas uma coisa: " Eu te amo, flor " .. foram as últimas palavras ditas com sinceridade, e talvez a última vez que de fato eu consegui ser uma boa pessoa. Passei anos da minha vida, tentando me encontrar, as vezes eu achava que eu poderia mudar, ser menos egoísta, mas nunca dura. É meu instinto ferir, é da minha natureza carregar tempestades e furacões para todas as pessoas que se aproximarem de mim.

A vida calma e sem desafios, não foi feita para mim. Assim como também não nasci para amar, não sei amar, não sei estar junto. Sempre que tento estar perto de alguém, alguma coisa dá errado, e no fim, sempre deixo lembranças ruins em todas as pessoas que acham que me conhecem. Hoje eu tenho uma verdadeira fobia de quem se aproxima, sei que no fundo, ninguém faz ideia do quanto eu posso ser uma pessoa ruim.

Desde o dia que percebi que decepcionei a primeira pessoa que viu algo bom em mim, eu estou assim. Ela era a única que poderia ficar imune a todas as minhas faces e fases, porém, foi a primeira que me viu de verdade, e que me amou e se afastou, na medida em que foi me conhecendo. A verdade é que eu tenho um lado bom, mas ele é muito pequeno perto de quem eu sou de verdade. Sou uma pessoa que fica feliz com a infelicidade alheia, que joga, que manipula e que principalmente, usa as outras pessoas.

Já tentei por diversas vezes me livrar dessa coisa de usar as outras pessoas, mas é mais forte que eu. Sempre que acho necessário, eu uso quem pode ser facilmente manipulado(a). As vezes digo que gosto, mas no fundo sinto é desprezo. E assim eu vou levando a vida, do meu jeito

Poderia ser hipócrita e negar meus defeitos ( como muita gente faz ). Mas eu admito, e principalmente, alerto as pessoas disto. A consequência de ficar perto de mim, gostar de mim, é totalmente de quem se aproximar, pois eu, sempre deixo tudo claro, ainda que indiretamente.

É, um dia quis ser a flor do bolso daquela moça. Mas estou mais pra espinho, eu espeto quem chega perto, espeto quem aperta demais e as vezes espeto a mão daquela pessoa boazinha, que só está ali para o bem e para admirar. Talvez esse tipo de pessoa, seja meu tipo favorito para espetar, gosto de quebrar tudo aquilo que seja frágil, e faço isso sem a mínima culpa, talvez elas até me agradeçam depois.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sentimentos abortados






É, eu não consegui ficar muito tempo longe daqui. Confesso que me sinto tão segura quando escrevo, a falta de confiança nas pessoas que me cercam, tornam esse lugar o único confiável. Quando eu escrevo, eu não escrevo para me expor, ou para informar aos curiosos sobre algo. Quando eu escrevo, é como se um pedaço de mim ganhasse vida própria, é uma sensação de alívio, e não tem jeito, esse sempre será meu cantinho favorito.

O primeiro fato que tenho a destacar sobre essa volta é que, aquela fase de ' sair pegando geral ' chegou ao fim, é cansativo ser tão solta assim, e sinceramente, não é pra mim. Não tenho uma paciência tão ilimitada a ponto de aguentar tanta gente diferente de mim. Porém, não me arrependo das farras, dos beijos e de momentos loucos que vivi, eu só estou usando freios a partir de agora, deve ser aquilo que a gente chama de " se encontrar ", é isso, estou me encontrando.

O segundo fato, que com certeza irá parecer mais uma declaração do que um fato é que, eu admito pela primeira vez, me apaixonei. Me apaixonei pela opção menos provável de todas, e essa paixão foi um motivo forte para que eu enjoasse tão rapidamente dessas coisas fáceis, desses papos e pessoas que em nada me acrescentam.

Perceber que eu estava apaixonada foi uma sensação péssima, e ao mesmo tempo me fez rir de mim mesma, afinal, já estava tão na cara que aquela admiração toda não era a toa. Demorei um pouco a enxergar e muito mais ainda para aceitar isso, odeio tudo que faz com que eu seja vulnerável, então o que eu fiz? disfarcei com coisas e pessoas, na verdade eu me entupi de garotas apenas para não admitir ou enxergar que, eu queria apenas uma.

O terceiro e último fato importante é que, é um sentimento abortado, não tive tempo para ver onde isso iria dar, não tive tempo de viver o que de fato eu queria. E, para completar, toda aquela admiração que eu sentia, foi acabando, dia após dia, afinal, minha mente viaja muito. Eu enxerguei que desenhei uma pessoa totalmente diferente na minha imaginação, pois na vida real, não era nada daquilo que eu pensava, não era diferente, era novamente apenas mais uma.

É novidade eu não viver algo que eu quero. Eu sempre me jogo nas minhas vontades, essa foi a primeira vez que a história acabou antes de começar, popularmente dizendo. Ela era o pouquinho que me prendia aos sentimentos bons, eu que sempre fui do tipo que ' matava ' com as palavras e magoava, fui pela primeira vez o papel oposto, me calei com medo de magoar e perder, e no entanto, a magoada fui eu, pela primeira vez eu fui a pessoa que apenas ouviu, e essas palavras com certeza vão ficar um pouco na minha memória ainda, vou encarar como uma experiência a mais.

Não poderia finalizar algo importante, sem ao menos dizer aqui no blog sobre isso. Sabem por que? Porque eu sei que não muito tarde, eu irei ler novamente como algo que já passou. Assim como tantas outras postagens sobre minha vida, todas que eu leio, é esta sensação que eu sinto, sensação de que é passado.

Sobre a sensação que sinto hoje, eu posso resumir em ' solidão '. Sem dramas para esta palavra, não vejo a solidão como algo ruim, muito pelo contrário, é a partir dela que nos tornamos mais seletivos e que nos valorizamos muito mais. Eu me desprendi do pouquinho de sentimento e emoção que eu ainda tinha, quando criamos sentimentos por alguém, é assim que funciona, por mais que você seja uma pessoa fria, aquela pessoa será seu ponto fraco. E agora, bom, agora não tenho absolutamente nada que me prenda, e não tenho nada a temer, meu único ponto fraco definitivamente chegou ao fim.

Estou bem comigo mesma, situações em que percebo o quanto sou desprezada e encarada como ' diferente ', só aumentam o meu amor próprio, porque no fundo eu sei, eu sou uma pessoa fantástica, independentemente da minha opção sexual ou o que quer seja, eu tenho muito orgulho de mim, e isso basta.

Então é isso, solteira sim, por escolha própria eu me arrisco a dizer. Ainda continuo fã de jogos, é claro. Mas agora, definitivamente, chamar minha atenção não será fácil, pois cansei de fingir interesse e de ser ' simpática '. Agora, sou eu novamente. Prazer, Patricia.