quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Pele é essencial

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Ninguém foge quando o quesito é pele, existem certas atrações que são quase que inexplicáveis, de repente você se sente atraída pelo tipo mais estranho, e por que não? todos temos gostos diferentes, únicos, e nisso tudo e todos os aspectos se encaixam, como já dizia um velho e grande poeta " a beleza é invisível aos olhos ", e eu completo: a atração também.

O quesito pele sempre foi essencial para mim, acredito que durante toda a minha vida sempre fiz mais o perfil de aventureira, sempre me envolvi até o pescoço em minhas aventuras e paixões quase que avassaladoras, o frio não me atrai, e o morno me deixam em plena monotonia, prefiro sempre aquilo que me deixa literalmente ligada a uma tomada.

 Enganam-se quem une pele e beleza, são coisas diferentes, já conheci muitas pessoas lindas, porém sem graça, acredito que não existe uma fórmula pronta para essa tal pessoa interessante, mas confio plenamente na minha intuição, em olhares que são trocados, e eis uma grande dica: Homens, poderes materiais, carros e etc, no máximo vão te fazer ter uma bela moça ao lado, e isto, de forma alguma, significa que a plena satisfação dela irá acontecer, e mulheres: seu grau de charme não está ligado a pouca roupa no corpo, muito pelo contrário, o fácil não atrai de jeito nenhum, é como uma promoção em feira, no máximo vão existir pessoas interessadas por pura falta de opção e escolha, ou seja, se querem mesmo sentir isso de pele em pleno gás, não procurem coisas comuns, monótonas, o charme de qualquer pessoa que verdadeiramente o possua está fácil de ser observado... está no olhar.

 E quem não "pira" com aquele olhar misterioso?? olhares subentendidos tem lá o seu charme, pouco dizem, pouco falam, e nos dias atuais as pessoas preferem pular justamente essa fase de conhecimento e mistério, já querem transar sem conhecer, dizer eu te amo sem saber direito quem é a outra pessoa, as pessoas pulam fases necessárias e não enxergam o próprio erro.

A pele é essencial, conhecendo previamente a pessoa ou não, o charme se esconde no mistério, e também no próprio conhecimento, porque quando se tem pele, você queima, e quando queima uma vez, você vicia em sempre querer sentir isso...

sábado, 7 de dezembro de 2013

Amor e amizade...

Primeiramente tenho que admitir, nunca acreditei ou fui adepta de relacionamentos que contenham esses dois ingredientes juntos: Amor e amizade, para quem gosta de emoções fortíssimas, até é comum pensar que relacionamentos assim não tem tanto gás, aventura ou seja lá o que for. Mas, e se você se apaixonasse pelo(a) seu(sua) melhor amigo(a), o que faria?

É assustador gostar de alguém que te conhece tão bem, quando nos interessamos por uma pessoa que mal conhecemos, tentamos ao máximo mascarar alguns defeitos e manias, buscamos sempre uma novidade, algo diferente, e muitas vezes passamos uma imagem oposta do que somos, pelo menos comigo sempre foi assim, buscava relacionamentos intensos, mas que ao mesmo tempo não tivesse espaço para um conhecimento amplo sobre mim, do mesmo modo que sempre busquei não entender ou enxergar as pessoas com as quais eu me envolvia, sempre fui de idealizar demais, e conhecer muito pouco, eis um ingrediente forte para o fracasso.

Perdi as contas de quantos relacionamentos tive, e quando digo relacionamento, falo de maneira ampla, pois alguns eu ainda assumi, outros não duraram nem 2 dias, mas um ponto comum entre todos é que nunca namorei e fui amiga ao mesmo tempo, nunca dei espaço para esse tal conhecimento verdadeiro, as coisas comigo sempre foram intensas e muito rápidas, relacionamento de poucos meses mas com diversas situações, conflitos e palavras importantes trocadas com pessoas que mal conheci. Sempre que tirei um tempo para analisar isso, me senti sozinha, assustada, como se não quisesse nunca mostrar para alguém o que sou de verdade, transformei uma espécie de máscara em algo absolutamente normal em minha vida, mas com o tempo fui mudando, aquela intensidade, aquele furacão interior foi dando lugar a uma pessoa calma , uma pessoa até menos fútil eu diria, passei a querer conhecer as pessoas de verdade, e não apenas o externo, a aparência, garotas lindas passaram a ser comuns para mim, não via nada de diferente em nenhuma, embora sempre me envolvesse ainda com os mesmos tipos, mas sem sentir absolutamente nada.

Sentir nada não é bom, definitivamente, mas em algumas fases, principalmente as mais extremistas que já passei, foi fundamental sentir isso, eu já estava conformada com a situação até que enxerguei uma garota, baixinha, mas com uma voz firme, bonita, mas que não precisava andar quase nua para que pudesse ganhar a minha atenção assim a primeira vista, ela não tinha as características clichês e superficiais que eu encontrava, mas tinha uma beleza diferente, quase que escondida, não demorou muito para que eu encontrasse uma maneira de conversar com ela, ainda que indiretamente, ela não parecia ser do tipo que gostaria de algo descarado logo de cara, e nem eu fazia esse estilo de chegar assim também. De uma maneira calma e natural, surgiu nossas primeiras conversas, contatos, conhecimentos, e eu sabia que gostava dela de alguma forma, só não sabia demonstrar, passei dois anos evitando sentimentos, achando que todas as pessoas eram farinha do mesmo saco, então me abrir de novo não foi tão fácil e rápido, até porque naturalmente já não sou muito do tipo que fala sobre mim, mas ela foi me descobrindo sem que eu fizesse algo para isso, ela gostou de mim sem que eu merecesse, pois até então eu não sabia o que queria com ela, enquanto ela sabia ao certo o que queria comigo.

Eu poderia dizer que o início foi perfeito, mas o fato é que o nosso foi, e ao mesmo tempo não foi, foi perfeito porque ela esteve ao meu lado em momentos em que qualquer outra pessoa teria me sacudido e me mandado pro inferno com tantas dúvidas que eu tinha, mas ela permanecia ali, só para mim, me oferecendo um abraço, e aquela companhia que só ela tem, perto dela sempre me senti bastante confortável, ela é minha melhor amiga, e sabe de tudo sobre mim, sabe o quanto tenho qualidades ótimas, assim como também conhece os meus defeitos, minhas manias. O fato é que ela me transformou, me fez querer ter mais calma em horas em que minha raiva e orgulho poderiam falar mais alto, e com ela, pela primeira vez na vida, posso dizer que tenho um relacionamento completo, com confiança, amizade, amor e respeito, são 11 meses sendo eu mesma com alguém que eu verdadeiramente quero junto a mim.

Amor e amizade estão quase na mesma linha, o significado é a mesmo, quem é amigo de verdade também ama, o que muda entre ambos é a intensidade, a amizade gera um amor leal, confortável, já o amor é capaz de grandes mudanças e transformações, e é isso que você tem representado para mim ao longo do tempo, principalmente agora, nessa fase em que realmente estou sendo uma pessoa melhor e mais madura nas minhas ações. Tem falsos amores que são capazes de uma destruição completa, te fazem chegar ao fundo do poço e você chega a duvidar de suas próprias qualidades, esses falsos amores estão em todos os lugares, a falsidade é tão comum, mas em contrapartida, existem pessoas que são verdadeiras, puras, só basta enxergarmos de uma maneira diferente. O seu amor pode estar disfarçado, no momento, de melhor(a) amigo(a).

sábado, 26 de outubro de 2013

Amores que não são nossos


Amores que não são nossos, é sempre difícil aceitar que o encanto se perca, que a companhia se vá, mas um fato inegável é que certos amores não são nossos, existem pessoas em nossas vidas que marcam, seja por questão de tempo ou também pela ausência do mesmo, acredito que dias ou meses já possam sim tornar uma pessoa especial para nós.

 Eu sempre acho um pouco torturante essa fase de abrir mão das coisas, de sentimentos, sempre fiz dos meus sentimentos uma parte de mim, já deixei algo meu com todas as pessoas que um dia já gostei, e essa que coisa que ficou, por mínima que seja, sempre refletiu o meu lado mais sincero e intenso, e vocês bem sabem, carinho não se vende, se perguntarem qual é o melhor presente que existe, respondam, sem dúvida, é o carinho.

Todo sentimento conquistado ou oferecido, é um presente, e felizes são aqueles que enxergam isso. Mas o que fazer quando o sentimento é só de uma pessoa? ou muito pior, quando a outra pessoa sente exatamente igual... mas por outra pessoa. Alguns amores não são nossos, são de outros, e se analisarem bem, geralmente, os outros nem os merecem, as vezes você se divide em mil para conquistar uma pessoa, e no fim, outra pessoa que nada fez a conquista, portanto, amor depende de sorte, eu diria que até de uma mágica, de olhares quase que "certeiros", a conquista verdadeira é aquela em que você não muda por outra pessoa, você não precisa ser a pessoa mais linda do planeta, quem gostar de você,sem esforço algum, vai perceber isso.

 Respeitar que certos amores não são nossos é difícil, revoltante em certas partes, sempre irão existir pessoas que ressaltem o quanto você combina com fulano e ele com você, seus jeitos e manias geralmente serão parecidos, mas os corações, ah, os corações sempre são diferentes, as escolhas que ele faz são involuntárias, o coração não escolhe o mais rico, o mais bonito ou a pessoa dos seus sonhos, o coração as vezes escolhe o vagabundo que nunca vai te dar valor, e ai, o que fazer? Acredito que uma boa regra para se viver bem é dar tempo ao tempo, sentimentos, em sua grande maioria, passam.

Vejam o meu caso, acho que não existe criatura que mais tenha sido dramática em relacionamentos do que eu, sempre me dividi em mil, sempre fui cheia de amores, tão intensa quanto as bebidas que Maysa um dia tomou, já usei mais terceiras intenções que o cazuza, e tudo, absolutamente tudo que já vivi foi apenas fase.

Meus caros, leiam bem e memorizem isso em suas próprias vidas: O seu presente é o seu grande presente. Não olhem para trás

sábado, 5 de outubro de 2013

Segurança psicológica ou Descontrole?


Desde muito pequenos somos informados sobre o correto caminho a seguir, ao passar do tempo as coisas vão evoluindo, até quando fica absolutamente exposto o que aparentemente pode ser o melhor. Crescemos com uma visão um tanto que individualista e, ao mesmo tempo, fantasiosa sobre as coisas e sobre nós mesmos, esperam que a gente case com aquele baita partido, a pessoa dos sonhos, esperam para nós até mesmo aquele trabalho dos sonhos, eu diria que isso tudo forma um ciclo de segurança psicológica, só ela é capaz de oferecer essa falsa imagem de felicidade.

Tenho fugido dessas regras desde que me conheço por gente, sempre gostei de ser do contra, de não gostar de rosa, e sim de azul, minhas opiniões são contrárias a quase tudo que vejo e vivo, diretamente falando sempre tive meus descontroles em qualquer espécie em que isso seja definido, emocionais principalmente.

 O poder da intensidade, e o seu extremo também, já nasci e morri com as intensidades que vivi até hoje, esse 8 ou 80 constante, mas sempre com a satisfação de sentir que a vida só vale a pena se a gente se permitir, se sentir a fundo a sensação de medo, de criaturas estranhas no estômago, do coração acelerado e da falta da palavra certa no momento errado.

 Ironicamente dizendo, nunca fui boa com as palavras, ou exagero demais no que digo, ou fico simplesmente muda, diante de fortes emoções nunca soube me expressar bem, tenho dificuldade em dar os primeiros passos e os últimos, principalmente os últimos, sempre tive o grande defeito de não saber perder, de não saber dar adeus ao que eu queria em minha vida, tenho melhorado isso no decorrer do tempo, aprendi a não querer ter, e sim viver, experimentar, acho que querer algo é o primeiro passo para uma grande tragédia.

 Alguns anos se passaram e acho engraçado como as pessoas acham que sou de ferro, olhando assim, rapidamente, talvez eu passe mesmo essa impressão, e talvez de uns 2 anos pra cá eu realmente esteja me modificando um pouco e me tornando o que aparento ser, mas as pessoas esquecem que, fatos, pessoas e verdades, são capazes de mudar completamente a vida do outro, por isso é importante não ter julgamentos.

 Se hoje me perguntassem se prefiro a segurança psicológica ou o descontrole, eu simplesmente não saberia responder, a intensidade me rendeu bons e péssimos frutos, bons porque nunca vou esquecer de certas sensações, das pessoas envolvidas, e ruins porque não vou esquecer das pessoas envolvidas, e isso tem sim um lado ruim, junto com esse não esquecimento sobram bloqueios, tento não repetir erros antigos em atuais, e essa eterna vigilância com o que sinto será a minha consequência por um dia ter usado do descontrole.

 Pesos e medidas, fatos e verdades, é tudo uma questão de sorte, ou não, e você, o que escolhe, segurança psicológica ou descontrole?

domingo, 29 de setembro de 2013

Socorro! Quero pegar minha amiga

Não meus caros leitores, eu não quero pegar minha amiga, hoje não falo necessariamente de mim, e sim de certas fases e de uma maneira geral. Não generalizo de forma alguma, mas sei que algumas heterossexuais ou bissexuais já se questionaram alguma vez, e o dilema é clichê: Quero pegar a minha amiga.

Existem fases, não sei explicar ao certo, em que heterossexuais sentem vontade de experimentar, e julgar de maneira errada é perda de tempo, estamos aqui para vivermos todas as nossas loucuras e vontades, por mais que sejam momentâneas. E em fases de curiosidade, quem nunca ficou com alguma amiga?

Amizade feminina é algo forte, eu diria, não é o mesmo que pegar e ficar com algum garoto, entre mulheres a cumplicidade é maior, os toques são mais diretos, eu diria que, por mais que tenha a coisa chata de ter muito mimimi, com as mulheres a vantagem do toque correto e da aventura são mais fortes do que qualquer ficada comum com garotos.

Analisando uma lista pessoal, não vou ser hipócrita, já fiquei com amigas, várias, aliás, mas sempre cometi o erro de me envolver fisicamente e mentalmente, ora, em momentos assim se envolver além do que é possível é um verdadeiro tiro no pé, mas, hoje sei que se a pessoa souber apenas curtir, será uma amizade no mínimo bastante interessante.

Volto a bater no ponto da heterossexualidade, é outra questão que tenho uma certa intimidade, sempre gostei mais de heterossexuais do que homossexuais, se sou anormal, não sei. Mas as heterossexuais em sua fase de curiosidade são quase que invencíveis, nunca conheci uma hetero que tenha sido normal, todas são mais loucas, mais taradas, mais provocantes, talvez porque a curiosidade sempre tenha tido um prazo de validade, então, em amizades e atração, é importante que se tenha a plena noção do pouco tempo, curiosidades acabam.

Se você que estiver lendo isso agora, tiver vontade de ficar com alguma amiga, não grite por socorro, corra atrás da experiência, sem receio. Existem coisas na vida em que vale a pena correr algum risco, realizar alguma loucura íntima secreta, e não tiro a razão de ninguém... mulheres são tão...diferentes, provocantes. Duas peças iguais também podem ser alvo de jogos bastante interessantes, prove.


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Não te esperava


Vejam bem, muitas pessoas planejam aquilo que vai ou não vai acontecer em suas vidas, eu diria que sempre fui uma pessoa no mínimo estrategista, ou decidida, sempre soube o que quis e o que não quis. Existem coisas em minha vida em que simplesmente não espero, algumas não espero mas quero, e outras eu não espero e não quero mesmo, e uma delas era estar com alguém.

Acho muito complexo um relacionamento, envolvem coisas que vão além da aparência, e em certas fases o máximo que posso oferecer é a aparência, é um lado superficial, no máximo um quase envolvimento. Não posso negar que tenho uma certa bagagem nesse aspecto, já conheci muitas pessoas, já me envolvi com todos os tipos possíveis, já gostei de pessoas extremamente inteligentes, extremamente desligadas e até mesmo de pessoas extremamente patricinhas, já estive com esses vários tipos, e com nenhuma delas eu senti algo que hoje em dia eu defino como "perfeição".

Sim, perfeição, essa perfeição de estar com alguém que tanto admiro e que convivo tão bem, é uma novidade em minha vida, hoje inclusive, penso que tudo acontece quando tem que acontecer, nunca sofram ou morram porque um relacionamento não deu certo, o que vem pela frente pode ser muito melhor, e é assim que aconteceu comigo. Conheci várias pessoas, mas mesmo assim continuei andando pra frente, e assim a conheci.

A gente pensa, por engano, que o amor só acontece se for desgastante, intenso, até eu mesma pensava que amor eram aquelas mil brigas que já tive em relacionamentos anteriores, ou que o amor era o que acontecia em sei lá, um ou dois meses de namoro, e não, não é, envolvimento e sentimento só são devidamente analisados quando conhecemos bem a outra pessoa, e quando permitimos que a mesma nos conheça também, e eu sempre tive medo e pulei essa fase, já me jogava sem conhecimento nenhum de quem era a outra pessoa que eu chamava de amor, isso justifica totalmente as inúmeras vezes que me enganei sobre elas e me decepcionei, e sei que isso acontece com a maioria das pessoas, acham que vale a pena essas coisas legais e intensas sem conhecimento prévio de quem é o outro ali ao lado.

As coisas tem dado certo em minha vida de uns 8 meses pra cá, eu sempre brinquei com ela e disse que ela era criança pra mim, muito pirralha, mas ela me ensinou aquilo que demorei 23 anos pra aprender, me ensinou a enxergar o que é importante: o companheirismo, o amor calmo, a amizade e o carinho em momentos em que eu não merecia. Ela sempre foi um lugar de paz, logo comigo, que sempre estive diante de lugares mais radicais, onde os sentimentos sempre mudavam de uma hora pra outra. Ela me ensinou a gostar de verdade de alguém, não porque a pessoa é linda por fora, e sim porque a pessoa é tão linda por fora quanto é por dentro.

Quer analisar se um relacionamento é benéfico pra você? se questione e analise quais são os sentimentos que prevalecem estando ao lado do outro, se for uma sensação de mágoas, se for a dúvida ou a insegurança, você mesma se analise. Mas, se for o sentimento de paz, de vontade de ver e ter a pessoa ali quietinha ao seu lado, parabéns, você encontrou e sente uma das melhores sensações que a vida pode oferecer.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

O proibido é permitido



Se tem algo que sigo é isso: tudo que é proibido é permitido. Na postagem anterior ressaltei a importância que a sociedade dá para os estereótipos existentes, outro tipo de estereótipo pronto é esse, essa mania besta de todo mundo seguir aquilo que aparentemente é o correto. Desculpem, prefiro todos os erros e incertezas que a vida possa proporcionar, e explico bem, é porque as incertezas me movem, preciso de um pouco de bagunça e dúvida em mim, só assim tudo que é proibido torna-se permitido, e acima de tudo, interessante.

Sou fascinada por tudo aquilo que não posso momento, e essa regra encaixa pessoas e lugares, algumas pessoas me chamam atenção por tudo de errado que elas carregam, mas vejam bem e aprendam: Nem todo errado precisa ser fácil, muito pelo contrário, quanto mais difícil, melhor. As pessoas erram em achar que qualquer fulano fácil, e qualquer situação "proibida" é algo bom, prefiro a seletividade em momentos assim.

De acordo com as regras de comportamento que a mim são atribuídas, já que de maneira direta, falando realmente diretamente, a sociedade ainda não encara o beijo gay de maneira natural, acabei crescendo com tal ideia, mas se não faço é porque vejo que não tem necessidade de beijos em público, acho inclusive meio tedioso isso nos casais heterossexuais também, essa coisa de duas pessoas babando em público, prefiro tudo aquilo que pertença, no momento, apenas as duas pessoas, porque tudo que é proibido é permitido, e não há sensação mais gostosa e libertadora do que aprontar um pouco ali e aqui, sem que absolutamente ninguém perceba.

Me desculpem todas aquelas pessoas que são expostas, mas dou um extremo valor a discrição, quando alguém pensa que não fiz algo, eu já fiz e já voltei, literalmente falando, porque a vida só vale a pena se nossas loucuras, todas elas, possam ser extremamente vividas, posso olhar para trás e também enxergar um pouco do que vem pela frente, e ter a plena certeza de que já fiz tudo que eu queria, sendo proibido ou não, estranho ou não, todas as ideias que já tive em minha cabeça foram concretizadas, alguns diriam que estou mais perto do inferno, nossa, dá até um medo.

As pessoas deveriam tirar um pouco essa máscara do que é errado ou não, vejo tanta gente que é contra a alguma coisa, e no fim, fazem coisas diferentes, mas com o mesmo peso de proibido que o outro faz. Independente do que pensam, levo a minha vida assim, cabeça no céu, corpo no inferno.

domingo, 1 de setembro de 2013

A homossexualidade sem nhem nhem nhem


Se tem algo que me deixa muito p... da vida, é quando percebo toda essa nova modinha em torno da homossexualidade. Eu fico verdadeiramente enojada com opiniões distantes da realidade, com essa onda de "parabéns pela coragem", ora, não faço nada tão corajoso assim, coragem para mim, são as profissiões arriscadas da vida, ser policial ou bombeiro por exemplo, agora o que a coragem tem a ver com a opção sexual do outro? bom, isso eu não sei.

Sempre encarei minha vida pessoal com muita naturalidade, como deve ser, embora eu não critique todos aqueles que passam por muitas descobertas pessoais antes de finalmente se enxergarem ou se aceitarem como algo diferente do estereótipo proposto, mas comigo, as coisas funcionaram da maneira correta, minhas etapas me levaram ao que sou hoje, e foram justamente por elas que pude enxergar melhor a hipocrisia humana.

Apesar de ter apenas 23 anos de idade, minha fase de adolescência foi completamente diferente do que vejo nos dias atuais, quando suspeitei de algo "diferente" em mim, automaticamente já fui motivo de brincadeira de tantas outras pessoas que não me entendiam, mas sempre guardei isso para mim, até pq na época eu não entendia absolutamente nada, só percebia que minha atração era mais voltada ao mesmo sexo que eu, apenas. Hoje em dia, não vejo as pessoas se avaliando, o que vejo é o modismo em sair beijando outra garota apenas porque é " legal ou na moda", e isso tudo virou tão banal, acho que em breve as pessoas irão acordar e vão pensar " poxa, acordei meio gay hoje".

Eu gosto de quem se assume ou que no mínimo tenta entender o que acontece, tem muita gente que não sabe o que de fato prefere, e por essas pessoas eu não sinto nojo algum, muito pelo contrário, embora eu sempre tenha tido certeza sobre mim, entendo perfeitamente aqueles que ficam com um pé aqui e outro lá, mas chega desse filme idiota de homossexual ser o herói da história, ou o coitado da história, eu me considero a pessoa mais normal do planeta, portanto, não carrego em mim nenhum dos dois papéis aqui citados.

A homossexualidade deve ser encarada como algo normal, é o que eu penso e sempre vou pensar. Sabe aquele fulano clichê que diz " Não sou contra aos homossexuais, mas... ", depois desse " mas... " todas as opiniões são contraditórias, o mundo seria bem mais fácil se cada pessoa se preocupasse apenas com a própria vida pessoal, e não com a do outro, porque vejam bem, se fulano prefere homem ou mulher isso diz respeito somente a ele, é tão simples, não entendo porque isso acaba tendo proporções maiores que o comum.

Sempre sou extremamente direta no que digo e penso, e isso eu aplico em todos os aspectos de minha vida, eu odeio qualquer tipo de nhem nhem nhem em qualquer assunto, sou o que chamariam de "curta e grossa" e pretendo continuar sendo assim, fantasias e exageros não combinam comigo, gosto daquela verdade nua e crua, portanto, ser homossexual é apenas um detalhe sobre mim, posso e tenho liberdade suficiente para mudar quando eu quiser. Sejam livres dessas opiniões alheias que nada acrescentam, a partir do momento que o ser humano fechar os olhos para os estereótipos existentes, ele se sentirá livre, tem muita gente que tem liberdade e não é livre.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Mulheres canalhas


Se tem algo que me faz rir, é quando afirmam que apenas os homens são canalhas, sem querer defender a categoria deles, mas acredito que ser canalha é algo sem sexo, ou definições, pois, as mulheres também mentem e muito.

Somos seres humanos, e que atire a primeira pedra quem nunca usou uma mentira para obter vantagem, seja em qualquer aspecto. Mulheres também seduzem e se vão, pessoas canalhas geralmente não tem nada a perderem, e sempre esperem algo absolutamente radical de pessoas que não possuem medo algum.

A canalhice, femnina ou masculina, é algo libertador, somos todos livres, alguns usam a liberdade de maneira insana e inconsequente, outros preferem ficar sozinhos, as canalhas precisam e gostam de companhia, a companhia e o desejo alheio aumentam o ego, e nunca se deve brincar com quem tem o ego maior que as pernas.

Mulheres sabem ser frias, acredito inclusive, que nesse aspecto, ganhamos dos homens, homens se contetam com o prazer momentâneo, mulheres sabem esperar a hora exata de agir, friamente. Afinal, mulheres são gelo e fogo, na mesma medida, algumas derretem ou queimam quando tentam fisgá-las, as mais interessantes foram feitas apenas para serem observadas, ou no máximo bastante apreciadas e experimentadas por algumas horas ou dias.

Eu fico muito p... da vida quando me dizem que vão virar "lésbicas" porque nenhum homem presta, ora, e desde quando isso é algo que deve ser taxado?? não prestar é algo tão relativo, a maioria das pessoas, homens ou mulheres, já possuem este aviso típico na testa, alguns e algumas definitivamente não prestam. Mas, vejam bem, o que é prestar afinal? ter um bom emprego, amigos e famílias totalmente organizadas? prestar só é bonito no papel, na prática, o que importa é aproveitar a liberdade, é se sentir bem com você mesmo, sem listas de objetivos, sem princesas ou princípes, a vida real e desorganizada tem o seu charme próprio também.

Prefiro a bagunça, isso é fato, mas a minha bagunça é quase que organizada, e minhas canalhices são controláveis, apenas sou o que devo ser, e não algo que esperam que eu seja. E aprendi, de maneira sábia, que nem tudo que é frágil é mais inocente, e acreditem meus caros leitores, existem várias mulheres canalhas por ai, algumas esperam tão somente uma nova pessoa e novas mentiras, outras estão com aquela cara típica de menina tímida, e outras escrevem em um blog neste exato momento. Cuidado!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Amores "mendigados"

É necessário admitir, todos, ou quase todos, já tiveram essa fase de "mendigar " algum sentimento, amor, ou até mesmo uma simples amizade. Com o tempo, duas coisas ficam claras, quem muito mendiga, é porque muito falta, as vezes as pessoas querem substituir o amor próprio pelo amor de terceiros, resultado: Não dá certo, o primeiro passo, antes de mais nada, é se amar, se amando o resto é consequência, e até mesmo escolha. O mundo está cheio de opções, encontros e coincidências, é só abrir os olhos.

Mendigar um amor, é acima de tudo, cansativo, exaustivo, é quando você tenta ser mil pessoas, apenas na intenção de que uma delas agradem a outra pessoa, mendigar é mentalmente escrever uma faixa de " me escolha, por favor, sou a melhor pessoa que você pode conhecer "... e de fato, pode até ser a melhor pessoa, e na maioria das vezes são, mas nem todas as nossas escolhas são baseadas na bondade, na qualidade, portanto, mudar e mostrar mil e uma qualidades não é o caminho.

É importante ter em mente que quem te ama, ou quem por ventura está começando a gostar de você, irá gostar pela maneira e o jeito único que cada pessoa tem, podemos ser parecidos, ter gostos em comuns, mas somos individuais, alguma característica em você é só sua, e por mais que demore, é isso que fará com que alguém se interesse e goste de você inicialmente por isso.

Eu não vou negar, já me submeti a papeis assim, mendigados, sofridos, com poderes de me transformar em uma pessoa diferente que sou, já me senti incrivelmente insegura, ciumenta, e consequentemente triste por ser assim, embora eu não admitisse, por fora as pessoas só mostram o que querem, inclusive eu, foram épocas complicadas, onde o ciúme e a desconfiança foram ferramentas fortes para me destruírem aos poucos, quis mudar, ser a pessoa mais ruim do planeta, depois a mais fria, depois a mais pegadora, e embora eu não me arrependa de nenhuma fase, eu sei o quanto isso foi infantil, e o quanto foi desnecessário, eu não precisava me dividir entre tantas personalidades, eu só precisava ser eu mesma.

Hoje, seguindo as próprias metas e pensamentos que tenho a cerca de tudo, posso dizer que levo uma vida tranquila, sem grandes sentimentos ou relações que me façam perder aquilo que demorei tanto para atrair: Meu próprio controle. A partir do momento que a gente controla as situações, tudo fica mais fácil, as situações são mais claras, as pessoas são mais leves, e em resumo tudo é mesmo muito mais leve.

Para aqueles que mendigam o amor de alguém, eu só torço para que em breve mudem de fase, não se encantem e não se iludam por algo difícil, não que a pessoa da sua vida seja correta e fácil, não será, mas existem certos casos em que é tão óbvio a falta de interesse de uma das partes, e não, isso não é charme, as vezes a gente ignora porque aquilo realmente não faz falta, não busquem sinais impossível, e muito menos porcentagens corretas, caso estejam mendigando por um amor, lembre-se que o amor mais forte e inteligente está mais perto do que você imagina, ele é você, o seu amor próprio.

sábado, 27 de julho de 2013

Uma bebida sem gelo


A vida é repleta de surpresas, não há o que ser questionado, na minha vida tudo sempre aconteceu sem motivo ou sem qualquer lógica que pudesse existir. Vivo de maneira imprevisível, e de certa forma, prevendo os meus próprios passos, isso me torna contraditória, eu sei, comigo as coisas nunca acontecem de maneira explicável ou fácil, tudo é assim, cheio de interrogações e surpresas.

Quem bebe, deve entender o significado de uma bebida forte com gelo, de fato são as melhores, bebidas fortes, daquelas que queimam por dentro, para aqueles que não gostam, o bom e velho refrigerante é até uma boa opção, mas tem dias que sou e prefiro uma bebida quente, uma bebida quente e com gelo, contraditório, não é? me acostumei com as minhas contradições, embora o fato de não entendê-las me faça perder um pouco a cabeça, e principalmente o juízo.

Bebida quente e a falta de juízo andam lado a lado, a depender da fase, nada melhor do que se jogar em algo que denomino de " nada ", se jogar no nada é uma boa opção, não uso da hipocrisia, falo das minhas fases abertamente, e existem sim fases em que não sou nada santa, e que também não sei conviver com pessoas assim, acho que assim como as bebidas, o meu tipo favorito de pessoas são as quentes, pessoas quentes oferecem muito, e ao mesmo tempo, pouco, elas causam um efeito em que eu comparo totalmente ao de uma bebida, pessoas quentes mexem com o meu psicológico.

É importante observar as mudanças que surgem, pessoas quentes também esfriam, eu esfrio, e esfrio muito, sou literalmente 8 ou 80, as vezes me sinto constantemente ligada em uma tomada, outras vezes, consequentemente, esfrio mais do que um iceberg, não sei ao certo se existem culpados, se eu sou culpada por mudar assim de fase, mas o fato é que sou meio que insaciável no que penso e no que quero, nunca estou satisfeita, e sempre quero ir além, não me conformo e não sei me adaptar com tudo igual por muito tempo, sou feia de inconstância, assim dizendo, as vezes uma bebida com gelo, outras vezes uma bebida sem gelo.

Nas minhas fases sem gelo, sou mais sem graça, não me empolgo fácil, nem sequer consigo ter uma conversa de maneira fácil, nada me interessa, nada vai me satisfazer em fases assim, é como se tudo fosse comum. Em contrapartida, com gelo, tudo se torna literalmente mais quente, e bom, talvez seja interessante esse meu jogo de opostos, a pergunta é: Como você quer a sua dose?

domingo, 7 de julho de 2013

Não sou a pessoa certa.


E hoje cheguei a uma conclusão que há tempos estava quase que na minha cara: Não sou a pessoa certa, e quando digo isso, me refiro de maneira geral, não sou a pessoa certa para ninguém há tempos. Vivo quase sempre de maneira inconstante, incerta, vivo indo e vindo, voltando quando quero, indo quando quero também, difícil mesmo é ficar parada.

Não sou a pessoa errada também, não necessariamente a pessoa que não é certa será errada, eu sou apenas uma pessoa livre, daquelas que se prendem, literalmente, a liberdade. O fato é que há 2 anos não sei me relacionar de maneira mais completa, na verdade esse processo acontece comigo desde 2009 ou 2010, 2011 foi apenas meu ponto inicial de mudança, quando você adquire certas experiências, dificilmente repete atitudes antigas.

Hoje foi um dia atípico em minha vida, eu que sempre fui adepta a não abrir mão de nada, afinal, não sei perder, pela primeira vez ouvi pedidos para que eu não fosse embora, admito, foi estranho, e ao mesmo tempo obtive uma sensação estranha de que finalmente tinha conseguido a minha meta, finalmente me tornei um pouco fria e com muito autocontrole, sendo bem direta todos nós sabemos que um dia tudo acaba, tudo tem um certo prazo.

De maneira sincera e direta, quero e preciso me curtir mais, troquei muito as fases da minha vida, e não quero perder a oportunidade de experimentar diversas coisas ao mesmo tempo, não quero limitações e muito menos certezas, aprendi a conviver em um mundo em que eu não sei de nada, e talvez eu goste disso, me motivo com desafios, com coisas subentendidas, eu sou subentendida diversas vezes, senão eu seria um dicionário.

Acho que todos nós temos um lado de não sermos certinhos, alguns modificam coisas do lado profissional, a famosa puxada de tapete, alguns furam o olho daquele melhor amigo, e outras pessoas simplesmente não pensam em mundo a dois, me espanto quando as pessoas se surpreendem com o estado civil de outras, e desde quando independência não pode trazer felicidade? a lição maior que aprendi na vida é que posso me satisfazer completamente, obviamente que não sou um bicho do mato, gosto de companhias, mas não gosto de algo fixo, de expectativas, antes eu achava que ter expectativas com relação a outra pessoa era muito ruim, mas, com minhas experiências recentes, aprendi que o pior é quando a expectativa está em torno de mim, não sei lidar com questionamentos, certezas, os sentimentos me sufocam, e minha vontade de ser uma pessoa torta me domina, gosto de ser aquela que ninguém poderá ter completamente, ou no mínimo de não entender completamente.

Um dia, a sábia Clarice se definiu como um segredo guardado a 7 chaves, eu me guardo a no mínimo 8, meu lado inconstante é tão grande que certamente posso ser um segredo até para mim.

domingo, 30 de junho de 2013

Odiar não é desprezar.



Refletindo bem sobre as coisas que acontecem, e até mesmo com relação ao que não acontece, cheguei a uma conclusão: Odiar não é desprezar. Tenho sofrido alterações no que sou, no que penso, existem certos aspectos em que considero que a mudança foi total, não sou mais aquela menina do início blog, não uso minhas palavras direcionadas a alguém, posso dizer de maneira egoísta que o centro de tudo sou eu, meu foco sou eu, minha vida é minha, e aos poucos, no decorrer dos anos, minhas palavras são só minhas.

Não posso negar ou fugir da realidade, nem sempre fui calada, nem sempre fui na minha, que atire a primeira pedra quem nunca teve uma fase de exposição, eu gostava de me expor, aliás, sempre gostei de dar a cara tapa, mas sem perceber diretamente que eu estava dando a cara a tapa, sempre achei que fosse normal tamanha exposição de sentimentos, de raivas e decepções, mas hoje vejo que isso nada mais é do que insegurança, fraqueza... quem se expõe atira pesos para todos os lados, quem guarda, vai evoluindo por si mesmo. Hoje, eu me guardo. Quer saber o que eu penso? consulte uma cigana ou pai de santo, é mais recomendável.

Se existissem bandeiras de amor e ódio, eu seria uma daquelas que levantaria primeiro, sempre fui assim, amor e ódio, sentimentos tão iguais, e tão diferentes, muitas pessoas conheceram meus extremos, com algumas ofereci meu amor, amor imaturo, é bem verdade, ninguém ama outra pessoa com dias de convivência, mas, mesmo não sendo amor de fato, sempre ofereci um amor inocente, daqueles em que eu nem piscava para o outro lado, e em contrapartida, com o fim de amores assim, eu oferecia meu ódio, um ódio mais imaturo ainda que o amor, odiava na mesma intensidade que amava, e ficava expondo ambos de maneira igual. Hoje, olhando para trás, sinto sim uma certa vergonha por mim mesma, nunca me dei conta do quanto fui ridícula segurando e expondo essas duas bandeiras, mas, como todo ser humano, busquei a minha evolução, posso dizer que há mais ou menos dois anos estou livre de todos os meus pontos fracos, de todas as minhas infantilidades e piores erros, é como se fosse um ciclo, eu fui, fui, e finalmente cheguei ao ponto em que queria chegar.

É necessário entender que odiar é amar, isso mesmo, odiar nada tem a ver com ignorar, com repulsa pelo outro, isso é desprezo, odiar é se esforçar para não amar aquilo que deveríamos odiar. Eu sei, a primeira vista isto pode ser bastante confuso, mas, analisando com calma, vão perceber o quanto é simples e clara essa mudança, essa etapa... Meu ódio sempre foi declarado, declarei ódio mortal por umas duas ou três pessoas até hoje, mas era aquele ódio que me fazia querer ficar perto de alguma maneira, nem que seja pra chegar e falar "fulano, eu te odeio, fique aqui perto de mim"... Meu ódio e o meu amor, não é difícil eu mesma entender e enxergar quantas vezes eu os ofereci, principalmente sendo escorpiana, gostando dessa intensidade do 8 e do 80. Hoje, não tenho gás para ser assim, contraditória e ao mesmo tempo presente. Hoje sou silêncio, sou aquele olhar que nem mesmo uma mãe diná da vida poderia decifrar.

Meu desprezo é silencioso e quieto, são pouquíssimas as pessoas que quero em minha vida, acredito que na minha lista existem apenas umas 3 ou 4 pessoas que de fato considero, o resto, eu apenas conheço, e algumas, eu apenas desprezo. Confesso, chegar na etapa do desprezo não é fácil, mas quando acontece, é um alívio, olhar e não sentir nada, das lembranças ruins trago e enxergo a minha força, dos abandonos fui construindo aos poucos o meu amor próprio, e me amando, do jeito que me amo hoje, e sendo forte, do jeito que sou hoje, não existe a mínima possibilidade de odiar, e sim de desprezar. A vida nos oferece uma borracha, muita gente desiste de apagar determinados fatos, apenas porque a borracha é fraca e frágil no início, mas com paciência, e determinação, somos capazes de tantas coisas, de tantos avanços.

Me sinto um ser humano melhor, diferente, mas melhor. Um dia pretendo estar presente em algum filme, uma autobiografia, eu diria, já foram tantas coisas vistas e vividas que as vezes me sinto protagonista de uma história fantástica, e ao mesmo tempo, entediante, mas sem dúvida alguma, atraio pessoas com o meu jeito extremo de ser, em nenhuma fase anterior me senti tão cercada de gente, de olhares curiosos, talvez eu atraia pessoas com o meu ar desligado, largado. É meus caros, o ser humano é assim, gosta do que não é completo, gosta do que vai se moldando, deixei de ser completa e admiro todos os meus pedacinhos ausentes, é como se algo melhor estivesse sendo construido, e aconselho a todos a lutarem por isso, pela sua própria construção pessoal, arrebente muros velhos, dê lugar a novos muros, novas ideias, renove-se para a vida, e nunca, em momento algum, confunda odiar com desprezar, meu ódio é repleto de palavras, meu desprezo resume-se a isto: ...................

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Não sou mais a Paulie...


É assustador perceber claramente que o meu lado Paulie não existe mais, na verdade, quem não me acompanha desde sempre pelo blog dificilmente irá entender tudo que será dito hoje aqui... é necessário muito conhecimento, e por destino ou uma mãozinha minha, eu não permito que ninguém tenha esse poder de me conhecer tão bem assim, mas voltando ao assunto principal, hoje, depois de alguns anos, isso mesmo, anos, dei de cara com este vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=XAyR3sVYgvU

Depois de tanto tempo, eis que senti uma grande nostalgia e fiquei recordando muitas coisas, antigas, bem antigas por sinal... lembrei principalmente da minha época/fase de adolescente, aquela rebeldia e intensidade, tudo isso com toda força, sempre fui uma adolescente cheia de gás e ousadia, com pensamentos e soluções tão fáceis, eu nunca via problema em nada, e tinha uma grande pitada de coragem, e é nisso que Paulie e eu éramos tão parecidas, pela coragem de sermos submetidas a julgamentos, eu via nessa personagem tudo aquilo que eu mesma era, e sempre me orgulhei de ser assim.

O fato é que realmente temos muitas fases, ninguém nasce e morre da mesma maneira, vamos mudando no decorrer do tempo, e eu lembro tão perfeitamente de sempre dizer que, um dia minha intensidade simplesmente iria acabar, eu troquei as fases, fui muito intensa e louca em uma época em que deveria ser calma, e hoje, com 23 anos, as vezes me sinto velha demais para muitas coisas, hoje eu não tenho nem 5% daquela energia que eu já tive antes.

Alguns irão dizer, 23 anos ainda é pouco, essa menina é exagerada demais, e realmente, olhando apenas pelo padrão, realmente sou muito nova ainda, mas, será que todos conseguem ir além disso? julgamentos externos quase sempre são errados, é necessário tempo e paciência para entendermos melhor como a outra pessoa é, eu só sei que por dentro, em territórios que não mostro a ninguém, só eu sei o quanto estão desgastados, é como se faltasse um simples clique para eu voltar a ativa novamente, algum segredo, algo que foge até do meu próprio entendimento. Afinal, o clique pode ser muito bem uma mudança de fase, eu não posso regredir, eu só tenho a evoluir, e é isso que busco em minha vida... evoluções.

Hoje, a personagem Paulie é uma simples lembrança, mas uma lembrança forte, daquelas que perturbam o pensamento por determinado tempo. Hoje, silenciosamente, lembrei daquela quase rebelde sem causa, metida em tantos problemas, em tantas confusões, existem fases que realmente valem a pena ser vividas na vida, sempre vou me orgulhar de tudo que passei até evoluir, de todas as brigas, de todas as coisas aparentemente proibidas que em vez de me afastarem, me faziam sempre querer mais e mais, do perigo em viajar para lugares desconhecidos sendo tão nova para conhecê-los, hoje, com o meu realismo, dificilmente eu iria até a esquina sem enxergar algum problema durante o caminho.

Tem gente que se preocupa apenas com o presente ou futuro, também me preocupo, isso é fato, mas, de vez em quando aprendemos mesmo é com o passado, os primeiros erros, meu lado intenso me fez cometer os maiores erros do mundo, mas sabe, acho que eu erraria tudo, tudo, tudo, exatamente igual. Abandonar o jeito louco e insano da Paulie foi a missão mais difícil, e mais silenciosa de todas, não houve planejamento, as mudanças mais firmes e radicais acontecem quando simplesmente deixamos de ser...

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Fugas alternativas...


E que atire a primeira pedra quem nunca fez ou quem nunca precisou de uma fuga alternativa. Fugir nem sempre é fugir, as vezes precisamos tão somente de um tempo com nós mesmos, ou no mínimo distante de tudo, das felicidades, dos problemas, sou uma pessoa que não tem medo de fugir da felicidade, pois tenho plena convicção de que ela é temporária, logo, se for necessário fugir de algo em determinado momento, eu fujo sim, pois nada é final, e sim, simples etapa.

Existem fugas mentais e fugas físicas, as físicas são baseadas em distância, em estrada, em som alto, em novas pessoas, acredito que esta seja a melhor e mais rápida fuga, me sinto extremamente livre quando me vejo em caminhos assim, por mais racional e séria que eu seja, eu tenho um lado de aventura que é quase como uma essência minha, então em momentos assim, eu não só fujo da realidade e da mesmice, como também me mostro de verdade, de maneira intensa, pois a única regra é simplesmente curtir o momento. Já as fugas mentais exigem tempo e paciência, não sou lá muito adepta de esperar e esperar, talvez por isso eu faça tanta besteira quando me vejo em situações assim, sou uma eterna estúpida em momentos que preciso/necessito ter calma. Eu diria que sou uma racional inquieta, por mais realista que eu seja, as vezes, por mínimas que sejam, eu quero ir além do que vejo.

Fugir, ainda que a longo prazo, sempre resolvem meus problemas, não sei manter o foco em algo por muito tempo, sempre vou mudando, e talvez por tantas mudanças seja justificável o fato de não saber ou não querer me relacionar, relacionamento requer vontade constante, paciência constante, e sei que, por mais que eu tente esconder, chegará uma hora em que a outra pessoa irá conhecer todos os meus pontos negativos. Afinal, não sou anjo na maioria das vezes, meu lado de liberdade faz parte de mim, e vocês sabem, pessoas livres são pessoas livres, não tentarei modificar o que eu sou, sou cheia de defeitos, e por mais que eu quisesse ser o par ideal de alguém, eu não conseguiria.

Durante essas fugas coisas interessantes sempre acontecem, as vezes me questiono sobre o que é mais importante, se é o conhecimento sobre nós mesmos, ou se é conhecer o mundo de fato. Escolhi a segunda opção, não adianta saber o que quer, se você não abre os olhos e vive a vida de verdade, e é ai que a maioria das pessoas erram feio, algumas se focam tanto no autoconhecimento, e esquecem que experiência de verdade é a vida, é ver o mundo lá fora, aprendo mais sofrendo uma queda na calçada do que isolada em algum canto da casa. E em resumo, a vida é assim, interessante, monótona, as vezes aprendemos de maneira fácil, outras vezes dói mais, mas sempre aprendemos algo. E no que depender de mim, terei uma tatuagem interna sobre fugas alternativas, pois fazem parte de mim e de todas as pessoas sensatas que enxergarem a importância de literalmente, colocarem a cara para o mundo.

sábado, 1 de junho de 2013

Posso te enlouquecer...


Existem fases e fases em nossas vidas, decidi por fim enxergar e viver completamente a minha, o fato é que algumas coisas não devem seguir comigo quando ando em novos caminhos, e infelizmente ou felizmente, a gente só dá um passo a frente, quando tentamos tudo aquilo que já ficou para trás. Eu tive minhas guerras diárias de tentar manter em mim algo que não tenho mais - meus sentimentos -, engana-se quem concluir meus pensamentos apenas por isto que foi dito agora, cada pessoa tem a sua própria maneira de rotular o que de fato é sentimento.

Na minha opinião, sentimento de verdade mesmo, sincero e até inocente, eu deixei em outra época, em uma fase tão diferente, fase esta que insisto para que volte, com novas pessoas, mas ela não volta, eu poderia viver em um meio termo até a minha velhice, mas, como boa escorpiana que sou, o meio termo me prende e me sufoca demais, logo, preciso sempre quebrá-lo em busca da minha própria liberdade, e eis que assim me mostro, minha liberdade é sobre mim, é sobre meus pensamentos, tenho pura independência no que sinto e no que faço, qualquer coisa que me leve a um rumo desconhecido não ganhará de mim total intensidade, pois sou intensa na medida daquilo que entendo.

Sentimentos perdidos são como fios de cabelos que ficam em algum canto por aí ou que cortamos, só nos damos conta quando olhamos fotos antigas e percebemos que um dia já foi diferente, o passado de uma certa maneira me assusta, vejo nele a menina boba que um dia já fui, e é cômico e trágico perceber que as vezes sofremos por tão pouco, gostamos por tão pouco, a vida tem dessas, gosta de nos usar, e por fim, só nos resta rir de nós mesmos. A palavra intensidade me cerca, sou intensa, embora eu seja tão séria e centrada, mas boa parte de mim nasceu para a loucura, para viver até a última gota se for necessário, sinto que essa parte as vezes adormece, e quando surge, volta e balança todas as minhas estruturas e tudo aquilo que acho certo e errado.

Por falar em algo certo ou errado, me acho a pessoa mais desligada de todas, quase nada é errado ou proibido para mim, quando quero algo simplesmente vou lá e faço. As consequências? deixo todas para amanhã, e quando o amanhã chegar, deixo todas para amanhã, e assim vou seguindo, errado, acertando, mas acima de tudo levo uma grande lição de tudo aquilo que vejo e sinto, não sofro por pouca coisa, aliás, não sofro por nada, tudo é tão passageiro, as vezes morro de rir com pessoas que se cercam de dramas e eternidades desnecessárias, se olharmos a nossa volta vamos perceber que o mundo é grande, e que, por mais cruel que seja isto, as pessoas são totalmente substituíveis sim.

Ter o pensamento fixo que posso substituir qualquer coisa, desde objeto à pessoas, tornou a minha vida mais leve, menos envolvida daqueles dramalhões mexicanos de que não posso viver sem fulano, e é engraçado porque a maioria das pessoas estão tão acostumadas com certos exageros que, expor uma opinião tão sincera e direta assim é pedir para receber olhares diferentes de quem não entende muita coisa. Na minha opinião, entender bem as relações entre pessoas, é focar completamente na ideia de que não precisamos ou necessitamos de algo, o amor próprio prevalece sobre todas as coisas possíveis, e é assim que enlouqueço quem tenta me prender ou quem pensa que me conhece, não, ninguém me consegue, toda pessoa egoísta traz em si algo imprevisível, afinal, o egoísmo é uma vontade puramente minha, e assim afirmo, minhas vontades, todas as minhas vontades, são e sempre serão passageiras.

Sou uma turista da vida, é verdade, e não consigo mudar, serei sempre a pessoa de mil histórias, e sabem, bem no fundo me orgulho disso, olho para o passado e o presente, e vejo que sempre fiz tudo que eu quis, me questiono sobre quantas pessoas podem dizer o mesmo agora, a maioria prefere o comodismo, o tal politicamente correto, seguem religiões e pensamentos de outras pessoas. Se quer ser livre, pense por você, construa seu próprio mundo, é somente nele que vale a pena viver.

Continuarei guiando meus próprios passos, errando mais do que acertando, a depender do ponto de vista de quem me observa, obviamente. Mas, sempre e sempre fazendo unicamente aquilo que eu quero, e minha meta é: Enlouquecer quem se aproximar.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Você é a minha inspiração


Encontro-me inspirada nos últimos dias, como se uma força maior tivesse surgido em mim e me deixado assim, mas engana-se quem pensa que essa sensação é recente, não é, desde janeiro encontrei uma sorte em meu caminho, alguém que é dona de um sorriso e olhares que me fascinam desde a primeira vez que pude enfim percebê-los. Acho graça quando sutilmente o destino arma coisas do tipo, pessoas tão perto e próximas, e que de repente se percebem, se notam, e eis ai que o destino se torna um aliado inteligente.

Dizer e admitir que encontrei minha inspiração é um desafio para mim, há muito tempo perdi meu jeito, em muitos aspectos, na verdade sou dona das maiores certezas do mundo, minha vida em partes é programada, não me entrego facilmente a qualquer desorientação ou algo que eu mesma não tenho planejado, mas desde janeiro estou mais pra lá do que pra cá, não vou dizer que foi fácil descomplicar todas as minhas certezas absolutas sobre as pessoas e o que elas sentem, foi difícil resgatar a confiança e os sentimentos bons, mas na verdade, ao olhar para a pessoa responsável por isso, vocês irão achar que foi fácil, ela consegue transmitir isso mesmo que esteja do outro lado do mundo.

Acredito que algumas coisas estão marcadas para acontecer em nossas vidas, não vejo fantasias em tudo, mas também não me sinto totalmente realista, se a conheci por destino, agradeço muito a ele por ter me dado essa nova oportunidade, e se a conheci por simples coincidência, afirmo com toda certeza que foi a coincidência mais maravilhosa que me aconteceu. Essas sensações leves são novidades em minha vida, as vezes me sinto uma idiota querendo procurar defeitos e motivos para me desligar de tudo isso, mas, essa força oculta me prende, não posso deixá-la ir.

E é ai que lembro que dei centenas de motivos para que ela fosse embora, ora, quando alguém nos dá motivos para irmos embora, simplesmente vamos, a diferença está no fato de que algumas pessoas andam e ao mesmo tempo olham um pouco para trás também, mas ela, eu não sei explicar ao certo os motivos que a deixaram no mesmo lugar me esperando, acho que nunca vou entender o fato de que existem pessoas assim ainda, de tão bom coração, capazes de perdoar, estou acostumada a agir como se fosse um furacão, vou destruindo sentimentos facilmente e sempre encontrei pessoas assim também, até que ela apareceu, me ensinando que calma e paciência são aliados fundamentais quando gostamos de alguém, posso estar longe de aplicar isso em minha vida, pois ainda me considero ruim e egoísta em muitas coisas, mas qualquer coisa boa, por mínima que seja, eu agradeço exclusivamente a ela, a minha inspiração.

Eu sei que é absolutamente clichê isso de afirmamos que fulano é diferente, alguns diriam que o comentário é feito porque amamos ou estamos apaixonados, não nego o que eu sinto por essa baixinha mais linda, mas também sou realista, se digo que ela é diferente, não é somente por esses efeitos malucos que sinto, e sim porque é mesmo, acho inclusive, que deveríamos fazer diversos clones dela, aproveitar seu DNA, porque acreditem, pessoas iguais a ela são raras, eu pelo menos, em tanto tempo de vida e experiência, nunca conheci alguém que tivesse tantas coisas assim, essa mistura de coisas que me fascinam cada vez mais e mais.

Encontrar inspiração nem sempre é fácil, muita gente espera e conta as horas para que alguém apareça e revolucione sua vida e seus sentimentos, mas o grande segredo é não esperar, e nem fantasiar muito também. Nem tudo irá começar com um " Eu te amo " ou " fica comigo para sempre ". As melhores coisas, sem exceção, começam naturalmente, de repente aquele seu amigo pode ser o amor de sua vida, e porque não? deixem a fantasia de lado, a realidade é tão bonita, a realidade é só nossa, e na minha realidade eu estou completamente apaixonada pela minha melhor amiga, pela minha companheira de todas as horas, por alguém que eu quero que esteja presente em todos os momentos da minha vida daqui pra frente, por alguém que eu ainda vou brigar 500 vezes, mas que vou pedir perdão 500 vezes, por alguém que me entende somente por um olhar ou sorriso, por alguém que me conquistou pelo que verdadeiramente é, sem vulgaridades, por alguém que é sexy do seu modo, e que me deixa feito idiota esperando e contando o tempo para tê-la de novo. A você, eu desejo que o destino ou coincidência continuem escrevendo por nós e sobre nós, mas que a palavra final seja sempre nossa, e minha é que quero realmente você, minha inspiração.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Anjos...

Já pararam pra pensar em quantos anjos existem e já apareceram em nossas vidas? na minha, posso contar nos dedos, mas ainda assim é uma experiência leve e inesquecível. Estar com anjos é uma maneira de mudarmos também, não que eu tenha me tornado um anjo também, literalmente e não literalmente estou longe disso, mas, sem dúvida alguma, me torno alguém melhor.

A vida as vezes passa rápido, e lenta, ao mesmo tempo, a minha de uns tempos pra cá está em um ritmo totalmente acelerado, tem dias em que não sobra tempo nem pra pensar, mas quando tenho esses minutos, meu pensamento funciona em dobro, sou uma pessoa muito pensativa, de olhar distante as vezes, algumas simplesmente por indiferença, outras vezes porque estou de fato pensando e refletindo sobre as coisas.

Acredito que o ser humano, por natureza, deixam os anjos escaparem, não há uma só vez que eu tenha lutado, de alguma maneira, por anjos. Sempre prefiro o lado oposto da coisa, a futilidade, talvez nela eu esconda todos os meus receios e mágoas de um mundo em que aprendi a enxergar tudo de maneira realista e direta, mas, ainda assim, de vez em quando, ainda permito que anjos entrem.

Anjos são pessoas calmas, de rosto doce, com uma voz encantadora, os anjos em sua maioria trazem a calma, nos mostram o valor do companheirismo, do abraço, do gostar de verdade sem interesse envolvido. Quando tenho os tais minutos disponíveis, me pego pensando nesses anjos que já apareceram, especialmente na última pessoa que me causou essa sensação. Me sinto incrivelmente estúpida as vezes por deixá-la ir embora, mas ao mesmo tempo, me sinto aliviada, dificilmente eu conseguiria representar e ser alguém tão leve assim, eu sou mais pra furacão, forte em seu início, e que depois perde a sua energia, me considero assim, um ser inconstante, porém intenso em algumas etapas.

Meu último anjo me trouxe lições plausíveis, apareceu em um momento em que eu parecia estar em outro mundo, me divertindo com bobagens, e sendo de fato tudo aquilo que eu sempre odiava em alguém: Uma pessoa fútil. Meu anjo, a princípio, teve um trabalho difícil, quando somos egoístas a missão mais difícil do mundo é enxergar a pessoa que temos ao nosso lado, minha missão foi essa.... enxergá-la, no decorrer dos dias a coisa mais difícil tornou-se a mais fácil, voltei minha atenção a ela, e não foi difícil, tendo em vista que a sensação de ter aquela companhia era a coisa mais leve que eu poderia sentir no momento.

Anjos são meio idiotas, e isso é fato, eu não sabia que diabos ela via em mim, eu só sei que era uma insistência enorme em me conhecer, e isso me assustava, eu não queria repetir erros antigos, e até hoje tenho em minha mente que, quem me conhecer de verdade, a fundo, irá se decepcionar, tenho manias e jeitos contraditórios, opostos, em detalhes posso ser anjo também, mas na minha nova essência posso ser cruel, egoísta e falar/fazer coisas extremamente pensadas apenas para atingir outras pessoas, logo, não imagino o porque de alguém insistir em conhecer e enxergar tudo isso, permito que me enxerguem apenas um pouco, o essencial, exageros e conhecimentos absolutos me assustam.

Ao meu anjo, ainda agradeço, pelos meses que tentou, pelos dias que aturou meu péssimo humor e o meu egoísmo. Agradeço principalmente apenas por ter aparecido, resgatou coisas boas que eu duvidei que ainda existissem no ser humano em geral. Afinal, não é todo dia que alguém ganha a confiança do outro, sempre entrego a minha com o máximo de cuidado, e pela primeira vez, senti mesmo que entregava para a pessoa correta, como se tudo fosse planejado pelo destino, ou então uma daquelas coincidências quase que inacreditáveis.

Coincidência, destino ou seja lá o que for, só sei que anjos existem, e aparecem uma, ou duas vezes durante nossas vidas, e quando surgem... ah meu amigo, você recuperará tudo ou quase tudo que um dia perdeu, é como se tudo fosse um sonho, e na verdade, quem garante que não é? até os mais realistas e duros precisam e devem sonhar, bons sonhos a todos.

sábado, 4 de maio de 2013

" Eu + outra pessoa = Conjunto vazio "

Há cerca de 4 anos atrás me deparei com essa frase em um blog, inclusive, para os curiosos de plantão até divulgo o mesmo, pois era algo que eu acompanhava bastante http://muitasanas.blogspot.com.br/2009/11/passou.html. Bom, " Eu + outra pessoa = conjunto vazio ", acho engraçado e irônico usar a mesma frase, mas hoje em dia me vi perfeitamente nessas poucas palavras, e ai paro e analiso o poder que o tempo tem.

Sempre fui muito de acreditar em relações entre pessoas, muito embora eu tivesse vivido poucas em minha vida, mas sempre fui sonhadora, por mais cara amarrada e séria que eu possa parecer, sou simples, coisas simples sempre me fizeram feliz, e eu sempre mantive o pensamento positivo para esse tipo de coisa, mesmo que as vezes eu tenha trocado os pés pelas mãos, já que felizmente ou infelizmente minha vida até hoje está repleta de erros, me sinto as vezes um rascunho, o melhor fica em minha mente, na prática faço tudo ao contrário, assim meio torto. Pois bem, a simplicidade está intimamente ligada às pessoas, sempre dei muito valor a todos que um dia estiveram presentes em minha vida, mas eis ai o meu carma: Ninguém permanece, e quando querem ficar, eu mesma faço o possível e impossível para afastá-las, basta apenas me mostrar de verdade.

Não reclamo da solidão, e muito menos faço drama em cima da solidão, muito pelo contrário, a enxergo como verdadeira aliada, eu não saberia viver em um mundo em que eu não pudesse me sentir sozinha e pensar sozinha, dou bastante valor a todo esse individualismo em que me envolvo cada vez mais... Hoje sou mais individualista que antes, e acredito que essa porcentagem só aumente. A verdade é que eu não sei me relacionar, de forma alguma, em aspecto nenhum, acho que falta algo em mim, talvez uma naturalidade, alguma característica que não apenas chame rapidamente, mas que se firme e aumente no decorrer do tempo.

É bem verdade que por muitas e muitas vezes já tentei procurar o que diabos faltava em mim, já fui do 8 ao 80 e nada de descobrir, já vesti roupas diferentes, já tive jeitos diferentes e ... nada. E ai, talvez o problema seja mais profundo, interno... sem drama ou exagero, acho que nasci pra ser completamente só, qualquer tipo de envolvimento me sufoca, me modifica, não sei me envolver e não mudar quem eu sou, é difícil conciliar um mundo diferente ao meu, e é mais impossível ainda mudar algo meu por causa de outra pessoa. Na verdade, sendo um pouco modesta, me considero um tipo legal, gosto de mim fisicamente, e talvez a minha conversa nem seja das piores, aparentemente dizendo, sempre tive as pessoas que eu quis e no tempo que eu quis, ter nunca foi problema, mas manter, ai sim é onde o problema se encontra, não sei manter, parece que com o tempo é que me conhecem de verdade e percebem que infelizmente ou felizmente a primeira impressão realmente engana.

Me sinto meio nostálgica nos últimos dias, e até talvez meio pensativa, embora fisicamente não fique nada evidente, sinto que esse círculo de pessoas irá continuar e muitas irão surgir, e enquanto isso viverei mil histórias e ao mesmo tempo nenhuma, chega um tempo em que o cansaço domina completamente, e talvez eu esteja me cansando desse mesmo papel, dessa mesma primeira impressão ótima, dessas conquistas tão passageiras. Sinto vontade mesmo é de me trancar em algum lugar em que ninguém me procure ou tente abalar a minha paz e autocontrole, mesmo sabendo que é mais difícil o mundo acabar do que eu perdê-lo.

E assim vou seguindo, a simplicidade permanece, ali, quietinha, porém tão pequenininha, sinto que em breve chegará o dia em que eu definitivamente a perca e pare de achar que determinadas coisas vão acontecer comigo. Em contrapartida meu realismo, e até mesmo minha cara de pau convencem qualquer um, nunca tudo esteve tão fácil, tão controlado, é uma mudança radical, são dois opostos, e talvez meu lado verdadeiro seja esse, já que concluo que eu + outra pessoa sempre será um conjunto vazio, pensamentos vazios e sentimentos que acabam sempre em míseros dias.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A falta de amor...


Acredito que já faz um certo tempo que não exponho uma opinião " clichê " sobre algo, para quem acompanha meu blog desde o início ou até mesmo de uns mêses pra cá, percebem facilmente que minha temática é outra, ou no mínimo que vivo mudando de lugar, e quando me refiro a mudar de lugar, quero dizer que minha " casa interna " sempre se modifica, e ao mesmo tempo é a mesma coisa, as vezes dou um giro de 180º graus e sou o oposto, mas em tantas outras aplico o 360º e volto ao ponto de partida, ao meu verdadeiro lugar.

Falar sobre o amor, assim, tão de repente, é no mínimo estranho, essa palavra hoje em dia encontra-se numa distância absurda da minha vida, as vezes penso que não sei mais agir e falar, relacionamentos recentes e até alguns nem tanto assim, me ensinaram uma coisa óbvia: Eu não sei amar, quer dizer, não sei aprender a amar, até tento, penso que sentimentos calmos são sinal de amadurecimento, mas porque esse tal amadurecimento nunca me completa? em 2011 senti a mesma sensação estranha quando me aventurei em algo que me deixou com tédio em menos de uma semana. Meu amor e meu sentimento é um tanto que clichê, é tudo ou nada, ou corro e atravesso o inferno, ou fico parada eternamente, por simples falta de vontade.

Encaro minha vida como capítulos, quase sempre me encontro em nostalgia com alguns que já passaram, mas o mais irônico é que não sinto falta das pessoas que já foram, eu sinto falta mesmo é de mim, daquela sensação de acreditar e correr com muita força de encontro para tudo aquilo que eu quero, de uns dois anos pra cá percebo que essa força não se encontra mais em mim, eu a perdi, e fui a perdendo assim, aos poucos, um ano, dois anos, e me esgotei totalmente nesse aspecto.

Sinto falta do amor, mas não fico triste ou me atiro para o que aparecer, muito pelo contrário, não confundo o amor com o que quer seja, já provei uma ou no máximo duas vezes, eu sei como é aquela sensação, e sei também que não tenho isso dentro de mim mais, e por não ter, não terei nada a oferecer, mesmo que a pessoa mereça, mesmo que eu faça um pedido a qualquer santo, nunca consigo amar da maneira certa, só sei amar o que vira e modifica minha cabeça completamente.

Meu amor é assim, uma divisão de céu e inferno, e a lógica e razão sempre estão o mais longe possível de mim. Lembro-me que tudo fazia sentido quando eu entrava em um ônibus com uma mochila e passava ali 5 ou 6 horas até chegar, eu sentia um frio na barriga que mais parecia um iceberg, hoje em dia todas, absolutamente todas as minhas sensações são ponderadas, são quietas, hoje estou mais para aquela velha chata que acha que pegar uma mochila e viajar é loucura e perda de tempo.

A saudade do que vai passando é uma das coisas mais torturantes, afinal, saber que quase nada será como já foi, é uma dorzinha que sempre vamos levar conosco, todavia o lado bom é que coisa novas e sentimentos novos podem surgir, tentei antecipar por duas vezes esses tais sentimentos novos, e na verdade não me adaptei, me senti presa, mas não presa fisicamente ou porque queria curtir por aí, me senti presa internamente, o meu " eu " verdadeiro e intenso estava totalmente preso à algo que eu sabia que não fazia parte de mim, pois nasci pra ser livre, e pra viver sentimentos e emoções que me levem totalmente ao extremo.

Acredito que tudo na vida é uma questão de paciência, e também de sorte, por que não? sorte, acasos e o imprevisível, tudo faz parte do conjunto quando algo deve acontecer. Me liberto daquilo que seria correto e prudente, e espero, ainda que silenciosamente o dia em que eu voltarei de novo, com todo gás. Enquanto isso não chega, guardo com carinho dois rostos, duas lembranças, guardo primeiramente a menina de cabelo curto e vestido vermelho, ela de fato foi a primeira que me apresentou a algo que talvez eu nem soubesse que existiria ou que aconteceria duas vezes, mas aconteceu, e aconteceu novamente dois anos depois, com outra pessoa, sobre essa outra pessoa falei muito, e ao mesmo tempo pouco, já que apaguei algumas coisas posteriormente, essa segunda, de 2011, foi de fato a última que me deixou assim, meio que em um mundo paralelo e bom. Guardo essas duas recordações como algo importante e válido em minha vida, mas a lembrança que realmente me atormenta e me dá medo é a minha, talvez eu nunca mais consiga ser pura o bastante para amar... deixei de acreditar em muitas coisas, e se hoje, aquele ônibus que me levava em um lugar distante parasse, eu pensaria duas vezes se entraria.

sábado, 20 de abril de 2013

Perder alguém não é o fim do mundo.

Assim, diretamente e sinceramente falando: Perder alguém não é o fim do mundo. É claro que, a princípio alguns irão discordar, eu já escutei todo tipo de opinião a meu respeito, nos olhos e opiniões alheias sou tudo, fria, corajosa, apaixonada, desinteressada. Acho que o mais interessante é isso, essas várias interrogações e diferenças. Voltando ao propósito da postagem, eis uma grande verdade, sem frescuras, dramas ou quase mortes: Perder alguém não é o fim do mundo.

Eu sei, não é tão fácil assim, foram inúmeras vezes quebrando a cara para poder enfim pensar dessa maneira, e muito mais do que pensar, adotei esse estilo de vida para mim há muito tempo, e se querem saber, estou ótima desde então. Existe um grande equívoco nas cabeças mais desavisadas da vida, tem gente que se joga e não percebe, tem gente que não tem e que acha que " possui ". Vejam bem, ninguém é de ninguém, isso mesmo, somos pessoas ou objetos? ora, acho até errado o termo " meu " " minha ", simplesmente não somos, nos acrescentamos.

E é ai que os relacionamentos entram por água abaixo hoje em dia, muita gente acha que tem, muita gente se entrega ao outro e não pensa nas consequências. Tudo bem, sei que uma loucura de vez em quando é legal, e que atire a primeira pedra aquele que nunca teve uma paixão totalmente devastadora, todos temos histórias importantes e marcantes em nosso caminho, todavia, a partir de um determinado tempo fica visível a diferença entre amar, gostar, se sentir dono e deixar livre.

Acredito que quando não estamos preparados tudo acontece muito rápido, quase que sem tempo para analisar nada. A paixão tem dessas, vira a cabeça, de repente uma mochila nas costas e andar sem rumo faz todo sentido naquele momento, cartazes e mais cartazes são poucos, gostamos de explodir em declarações quando estamos apaixonados, e sempre vamos confundir paixão com amor, tesão com amor, sexo com amor, e carência com amor, para os mais desavisados tudo é o mesmo. Eu sei, muitos podem se perguntar, e o que ela entende do amor? na verdade, posso não entender nada, aliás, a chance de nunca ter vivido um amor é absolutamente grande, hoje em dia se eu analisar todos os casos de maneira mais direta e crua, sei que nada foi amor, até porque eu era bem jovem, e jovem se encaixa totalmente e absolutamente no quesito confundir amor com qualquer outra coisa que apareça na frente.

Eu sei desenhar o amor, na verdade, visualizo poucos caminhos e informações sobre ele, eu vejo amor em um casal de velhinhos que juntos estão há tantos anos, vejo amor em casais que se amam mesmo com tantos problemas, vejo amor em pessoas que enfrentam os maiores problemas possíveis como a fome e a miséria total, e mesmo assim levam no rosto um sorriso difícil de ser mudado. Em suma, vejo amor naquilo que é permanente e desafiador, no conhecimento total e não prévio. Amar alguém com convivência pequena, não é amar, é se iludir, é se conformar e ter medo de ficar só, e cá entre nós, é o que mais acontece.

Tem gente que tem medo até da própria sombra, trocam de parceiros e parceiras na velocidade da luz. Nunca me vi e nem me encaixei em um perfil assim, não divido meus detalhes e manias tão facilmente, não é todo mundo que saberá a minha cor favorita e nem minhas manias estranhas, eu me guardo, eu me preservo. Hoje ando olhando para frente, a fase de perder tempo já passou, o meio termo já passou, nasci pra ser totalmente livre, e acredito que tanto conhecimento me deixou assim, completamente realista, e ser realista me transforma automaticamente em uma pessoa egoísta, penso em mim.

Utilizando agora o termo " perder ", vejamos, como assim é possível " perder " alguém? somos livres, e sinto informar, o outro pode ir e vir na hora que quiser, é bobagem trancar as pessoas, limitá-las, e mais bobagem ainda é ficar aparentemente morrendo apenas porque " perdeu " fulano. Nada na vida se perde, há não ser que seja um dinheiro perdido na rua, um objeto esquecido em algum lugar, mas as pessoas? as pessoas simplesmente não se perdem, elas chegam, algumas não fazem a mínima diferença, outras fazem falta, tanta falta que pouco tempo é muito pouco tempo, a saudade permanece, mas faz parte de um ciclo, o mundo é repleto de pessoas interessantes, a começar por nós mesmos. A partir do dia que o ser humano tiver amor próprio pensará duas, três vezes, antes de se lamentarem por ter perdido algo invisível aos olhos.



quinta-feira, 11 de abril de 2013

" Eu, distante de mim... "





Não sei bem se posso definir como cansaço, aliás, assim de começo, não sei se posso definir como algo. Infelizmente ou felizmente, na grande maioria das vezes, utilizo a escrita em momentos em que as minhas ideias ficam mais claras ao passo que escrevo, hoje, novamente, faço isso, na intenção de que eu mesma me entenda um pouco mais.

Muitas vezes temos a mania de julgar/achar que as outras pessoas são imprevisíveis, é pura bobagem, imprevisível mesmo somos nós, as nossas ideias, algumas vezes me choco tanto que chego a pensar " é isso mesmo, patrícia? que pensamento maluco "... na verdade as nossas emoções nos guiam, nos movem, e a falta delas também geram um enorme poder nessa estrada em branco que se chama futuro.

O futuro enxergo assim, as vezes em branco, as vezes também me atrevo a querer escrever algo nele... é tempo perdido, me sinto e sou uma pessoa imprevisível, e se as vezes, somente as vezes, eu me sentir óbvia demais, eu mesma vou lá e mudo tudo, só pra poder brincar com essa linha reta que todos seguem ou querem seguir.

Me sinto estranha, e é até estranho explicar tudo isso, literalmente. Me sinto distante, talvez dos outros, mas com certeza de mim mesma também, meus pensamentos simplesmente não são coerentes, não fazem o mínimo sentido, essa bifurcação de vontades me deixam inquieta internamente, por fora tudo normal, por dentro uma mistura absurda de liberdade e prisão.

Não sei viver presa, e isso é fato, nem eu mesma consigo ter controle de mim, as vezes posso ser um passarinho, daqueles bonitinhos a serem observados, mas também posso me transformar em um leão, devastando tudo que está por perto ou que queira se aproximar, na verdade não sei bem conviver por muito tempo, ou fico me doando demais, ou fico me doando de menos, nunca assumo o papel correto e saudável em minhas relações, ou puxo alguém para algo profundo, ou simplesmente fico lá em cima, no topo, não dando um passo sequer.

Estar distante de mim mesma é algo que vem me incomodando, sinto que meus pensamentos e meus ideais estão aos poucos sumindo, esse conformismo e esse " deixar pra lá " estão sendo mais úteis do que um verdadeiro questionários do porque? o que? como assim ? /// E acho, sinceramente e sem drama, que não existe algo mais vazio do que se conformar com algo de maneira pacífica e sem interesse, não sei conviver com vazios internos, com externos até sim, nunca senti necessidade de ter pessoas a minha volta, mas sempre senti necessidade de obter de mim um autoconhecimento, e esse vazio sim é o pior de todos.

Sinto minhas ideias mudando, minhas prioridades mudando e até os meus sentimentos mudando, é como se eu tivesse perdido todo o encanto que um dia eu já senti ou vivi, hoje dentro de mim não tenho nem o simples " acreditar ". Acho que quando temos a facilidade de acreditar, tudo fica mais fácil, a vida em si fica mais fácil para os loucos, para os sonhadores, para quem sofre de maneira absurda, mas que sabe que sofrer está intimimamente ligado a ser feliz anteriormente e posteriormente, na mesma medida.

Nunca passei por fases tão difíceis para serem escritas em um blog, antes as palavras voavam, sempre falei muito pouco pela boca, quem soubesse me traduzir por palavras, sem dúvida alguma me conheceria. Hoje em dia me calo, e se você não me conhece, é porque nem eu mesma me conheço.

domingo, 10 de março de 2013

Não é só mais um domingo...

Não é só mais um domingo e nem um dia qualquer... como foi dito na postagem anterior, não foi apenas uma estatística e nem nada que se refere a isso. Eu falo sobre o nervoso, a ansiedade, o olho no olho e a pele com pele. E são tantas sensações, que por vezes me perco entre elas, muito foco aqui e ali, e não é difícil me ver sorrindo em algum canto da casa ou nos lugares onde eu vou.

Olho no olho, assim, a primeira vista pode parecer assustador, e talvez seja, o olhar contínuo e aquela busca por algo que não seja dito em palavras e sim apenas por olhar, me assustam, mas me assustam de uma maneira boa, eu gosto de um pega-pega, dessa coisa subentendida e ao mesmo tão clara quando dois olhares se encontram, gosto de te deixar confusa, e ao mesmo gosto de ser a pessoa que te mostra os caminhos de quase tudo, gosto da confiança de ficar de mãos dadas, e eu sou assim, segurança e confusão, te ajeito e ao mesmo tempo te enlouqueço.

E novamente em um domingo, me vi parada na porta, não mais com aquela sensação de clichê e de coisas passageiras, senti um frio na barriga, uma vontade de correr e ao mesmo tempo de ficar, essa bipolaridade de sentimentos e ações fazem parte de mim, talvez seja isso que torne tudo divertido, não é? essa surpresa que te deixa ansiosa e com vontade de me matar as vezes. Com você eu tenho paz, e ao mesmo tempo inquietude, vontade que o tempo passe mais rápido que o comum e que pare de maneira sobrenatural quando você estiver ao meu lado.

A pele sempre é algo importante, na verdade me divido entre pele e sentimento. Em alguns momentos sou pele, intensidade, um furacão que passa e devasta tudo, é como se houvesse um clique e eu simples fervesse por dentro, já em outros momentos a minha tranquilidade predomina, e é ai onde meu lado mais ligado a emoções entra, é quando um carinho e um abraço dizem e completam tudo. Eis ai uma grande divisão, e em 90% dos casos sempre tive uma coisa ou outra, nunca os dois. Quando existe essa colisão e complemento de pele e sentimento, o efeito final é simplesmente maravilhoso.

Gosto quando temos pele, você sempre me instigou com muita facilidade, as vezes até mesmo com palavras, sempre foi do tipo que me atraiu justamente por esconder o jogo, e foi me atraindo e me atraindo, e hoje estou aqui, quase amarrada, literalmente. Eu gosto quando te vejo louca, sem foco, gosto quando ouço essa respiração que aumenta de intensidade tão rapidamente, juntamente com esses arranhões nas costas que só você sabe fazer de uma maneira incrivelmente sexy. É fato que não sou muito de resistir, posso culpar tudo, até mesmo essa voz quando diz baixinho que é minha, toda minha. E essa pele que temos é intensa, tão intensa quanto as nossas emoções e sentimentos.

A sensação que tenho ao te ver sorrindo me leva para outro mundo, outro lugar, e enquanto eu viajo em algo sobrenatural, eu sorrio também, sem disfarces ou truques. Com você eu saio desse clichê de conquistas rápidas, de só ficar e ir embora, com você quanto mais eu fico, mais eu fico... literalmente falando. Eu sinto muito orgulho quando olho para o lado e sei que, talvez pela primeira vez, eu realmente tenho uma namorada que merece esse título ou rótulo, mas não somente isso, tenho alguém que me merece, que me entende de um jeitinho tão manso, entende minhas vírgulas, meus pontos e minhas mudanças de humor. Assim como eu gosto de ver essa cara toda amarrada quando tem ciúme de algo ou de alguém, a situação fica tão tensa que você me chama pelo nome - Patricia - , parece até que temos um acordo entre nós duas, o primeiro passo depois do ciúme é chamar pelo nome.

E definitivamente não é só mais um domingo, tudo que está sendo vivido tem tamanha importância que talvez se torne a parte mais bonita de todas as histórias que já vivi e contei, e não se irrite caso eu tenha vivido muitas, já me imagino escrevendo um livro no futuro, nele irei citar passo a passo de tudo que vi até chegar em um lugar lindo, seguro e confortável: Você. Você é meu lugar de conforto e paz, a minha visão mais bonita do presente e a mais desejada para o futuro.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Você poderia ser mais uma estatística

Você poderia ser mais uma estatística, um número a mais ou talvez um número a menos. Você poderia ser mais um nome a ser dito em uma roda qualquer, você poderia ser uma brincadeira divertida de se ter, você poderia ir e voltar quantas vezes quisesse, mas se você fosse, eu sentiria sua falta. Sentir saudade foi o primeiro passo que fez com que eu não te encaixasse em nenhuma dessas hipóteses.Você nem de perto conseguiria ser apenas mais um nome, você assim olhando de perto, bem de perto, representa algo novo em minha vida, uma brincadeira daquelas que levo tão a sério que as vezes perco o sono, ou então sorrio demais por ai.

Demorei alguns dias para permitir que minha ficha caísse completamente, confesso que ainda não sinto que caiu tudo, mas em passos ora lentos e ora apressados, eu vou caminhando, e a cada passo que dou a frente, te vejo mais perto, e te mereço talvez bem mais que antes, e foi cada erro estúpido da minha parte não é mesmo? alguns desencontros, palavras não ditas e atitudes impensadas, eu só sei que dei motivos suficientes para qualquer pessoa consciente desistir de mim, mas você permaneceu, e permaneceu com o mesmo olhar doce de sempre, e aquela voz calma dando a certeza que estaria ali, não sei se deixei transparecer, mas eu me assustei muito com tudo isso, com essa insistência em algo que talvez não tivesse futuro.

Não tenho vergonha ou receio de admitir que eu não tinha futuro, não apenas com você, e sim com as outras pessoas em geral. Eu vivi uma fase intensa, porém diferente, conheci novas coisas e novas pessoas, fui fascinada por um mundo onde a liberdade era tudo, e quanto mais eu me libertava, mais eu me prendia, irônico não é? foi ironia até o dia de encontrar você, passei por você umas duas ou cem vezes, assim bem lado a lado mesmo, não nego, não foi o tal " amor a primeira vista " de nós duas, talvez foi só uma brincadeira, daquelas bem discretas, um olhar aqui e ali, e nada mais que isso.

Hoje o tempo passou, e o que antes poderia ser algo pequeno, foi crescendo e ainda há espaço para crescer, nossos sentimentos não veio prontos, eu não vim pronta. Mas confesso e admito que tem algo especial que me motiva dia após dia para que eu me prepare: Você. É você a responsável por qualquer mudança visível em mim, e tanto no presente, como também no futuro, é você quem visualizo para estar ao meu lado, quebrando a cabeça um pouquinho, me entendendo quando por qualquer motivo besta eu te ignorar, assim como também vou entender seu silêncio e até aquela voz marrenta me mandando calar a boca, é um abuso da sua parte, mas tudo bem, quando eu tiver uma voz sexy como a sua, talvez eu consiga colocar ordem em tudo.

É, você não é uma estatística, e te levo bem junto a mim. Sei que o texto não pode ser dos melhores, há dois anos não escrevo nada para ninguém, ou não sinto nada por ninguém, então ainda sou meio desajeitada e paraliso fácil com algumas situações, mas tentarei melhorar, você me deixa inquieta buscando mudanças minhas, é como se eu sempre quisesse melhorar e evoluir por nós duas. Hoje, acredito mais do que nunca que o sentimento verdadeiro não é representado por brigas e palavras duras, o sentimento verdadeiro é aquele que nos dá paz, segurança e espaço para sermos nós mesmos, e é isso que sinto isso hoje, uma felicidade pura e simples por saber que não tenho mais números, e sim alguém por completa.

sábado, 2 de março de 2013

Histórias que ficam no papel...


E quem disse que é impossível ter vivido certas etapas, e ao mesmo tempo não ter vivido nada? Eu vejo que a nossa imaginação e pensamento são fortes, podemos viver o que quisermos, quase sempre. E que bom seria se tudo fosse como imaginamos, não é? tenho certeza que, ao menos uma vez na vida, alguém já fechou os olhos e imaginou algo diferente, bonito talvez... não que seja surreal pensar assim, mas de vez em quando precisamos de uma fuga da realidade, e nada é melhor do que imaginar um sonho, algo bom, no papel podemos escrever e viver tudo que queremos.

Minha história no papel sempre é bonita, acho que um dia já tive capacidade de escrever coisas bonitas, hoje em dia eu não uso muito dessa imaginação, dessa mania quase antiga que tenho comigo, passei uns dois anos encarando a verdade e a realidade como ela é, talvez eu tenha me tornado um pouco mais comum, tendo outras prioridades, e as páginas que costumavam ser cheias foram ficaram vazias, embora eu não estivesse vazia, só estive diferente, busquei diversões e aventuras, e confesso, me diverti muito... Na vida nem tudo precisa ser levado a sério o tempo todo, então eu brinquei, embora eu tenha meu lado sério e mais fechado... mas e quando a brincadeira se transforma em algo escrito no papel, o que fazer?

Eu fui a última pessoa a perceber certas coisas, e acreditem, me sinto surpresa até agora, fui escrevendo uma nova história e não percebi, ou então fugi da ideia inicialmente e só agora eu admito ou assimilo melhor isso tudo. O caso é que uma brincadeira foi se tranformando em palavras, e palavras são sentimentos, e sentimentos pedem atitude, pedem um " agir " rapidamente, e esse agir sempre esteve fora dos meus planos, esse agir requer um lugar fixo, e tenho um certo receio de não saber mais parar, de só querer andar e andar, mas confesso que um certo sorriso me fez querer ficar ali, por minutos, horas, dias... assim, por tempo indeterminado.

Eu fui desenhando a história de uma menina linda, linda mesmo, dessas que não conquistam sendo futil ou fácil demais, e sim dando muita dor de cabeça .. Dessas em que o ponto mais marcante são os olhos, o sorriso e a simplicidade. Eu fui a última a perceber que tinha sido conquistada, mas confesso que desde o início eu suspeitei, é como se todos os meus pensamentos e vontades estivessem projetados em uma única pessoa, ela tinha tudo, e esse tudo é tão simples, e talvez por ser tão simples seja tão raro também.

Nessas minhas histórias que ficam no papel, eu posso dizer que o perfil dela foi o que eu sempre escrevi, nem tão forte, e nem tão frágil, e instigante de uma maneira que sempre foi me puxando, me puxando, até que hoje eu escrevo aqui sobre isso. Escrever sobre algo bom é até fácil, as palavras pulam e refletem aquilo que eu penso, ou melhor, aquilo que sinto. Sei que tenho meus bloqueios pessoais e que falar sobre o que eu sinto não é lá uma missão fácil, mas nos últimos dias vi muito de perto tudo aquilo que tenho de certa forma evitado, posso dizer que apesar de ser arriscado e complicado, eu gostei do que senti, esse misto de confusões, arrepios, e essas batidas num tom mais acelerado que o comum.

Minha história fica no papel, registrada, não passará em branco os últimos dois mêses, vi em mim uma Patricia que nem pensei que existia, e ai acho graça do quanto a vida pode ser imprevisível, sem muitos planejamentos, as vezes as coisas acontecem e não tem pra onde fugir, e acreditem, eu até tentei fugir, mas sentir é maravilhoso, libertador, mostra a nós mesmos quem somos de verdade, eu sei que eu fui eu, um " eu " que talvez não seja tão fácil de ser visto, mas que apareceu para a pessoa certa, na hora certa, e sentirei saudade do que deixo escrito, das brincadeiras e até das mais pequenas bobagens e briguinhas.

Intensidade e verdade não são eternas, e não dependem de muito tempo para existirem, as vezes é questão de dias ou horas. E o que tenho de verdade a dizer é que, uma certa menina briguenta de olhar intenso, de sorriso fácil e com uma voz sexy, conseguiu com " poucas " coisas e em " pouco " tempo, o que nem eu mesma achei que existia mais em mim: Meu sentimento. E assim minha história que fica no papel começa e termina, imprevisível da primeira até a última a palavra, e com uma sensação forte de que ela não seria um número a mais, sei que é clichê falar que com fulano seria diferente, mas essa sensação não vai embora, é a sensação de enfim ter encontrado na minha frente, ali tão perto, aquilo que eu sempre quis encontrar...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Desenhando expectativas...


E que atire a primeira pedra quem nunca criou algum tipo de expectativa, eu costumo separá-las, na verdade uma parte do que penso não é rotulada, são rabiscos e pequenas vontades do que quero viver em um futuro nem tão distante assim. Aprendi, e acho que todos vão aprender que, o controle de tudo não está nas mãos de ninguém, as coisas simplesmente acontecem ou não.

É bem verdade que quando eu desisto de algo ou de alguma coisa, rapidamente eu mudo, embora eu possa ser a rainha do drama quando eu quiser, mas não agora, não mais, em 2011 enxerguei claramente que não quero mais estar no papel de vítima, quero na verdade sempre ficar neutra em qualquer situação, e caso ela necessite de um posicionamento, eu prefiro ter controle e impor o que eu quero.

O sabor das frustrações é bem amargo, quem provou entenderá perfeitamente isso. As minhas frustrações me modificam, ainda que eu nem perceba ou não queira, tenho que admitir que uma parte de mim insiste em pagar pra ver determinadas coisas, embora eu saiba que o mais prudente é simplesmente deixar que todas emoções passem, naturalmente, e digo aqui um enorme segredo e jogada: Tudo passa, ou seja, temos sempre duas opções, testar por um tempo e permitir que tudo se acabe naturalmente, ou então nem testar e observar que tudo se acaba, a conclusão será a mesma, talvez o meio seja diferente em todos os casos.

Sou fechada e complicada, e isso não é segredo, sou a pessoa mais chata e insuportável quando eu quero ser, o que é simples para qualquer um, pode ser uma verdadeira conta problemática de matemática para mim. Se eu pudesse dar um conselho a terceiros, eu diria: Se afastem, não gosto de proximidades, emoções, sentimentos, eu funciono melhor nos meus rabiscos, talvez porque eu possa contralá-los, ou então porque gosto de brincar, sou uma verdadeira brincalhona inconstante, quero em um dia e rejeito no outro, e volto a querer quando eu bem quiser, não sei seguir aquela linha fixa e certa, mas nem sempre foi assim...

Existiu uma época em que eu me permitia bastante, na verdade foram épocas, eu tenho plurais em minha vida, e aprendi a respeitar o passado e todos os seus acontecimentos, embora eu faça parte daquele grupo que olha pro passado e diz: Já gostei daquilo? ora, não tenho medo de admitir que paixões antigas jamais seriam paixões recentes novamente, meus gostos pessoais mudam bastante. Mas, em algum lugar e tempo diferente, eu já fui mais constante e certa do que eu queria, em resumo, já fui certinha demais, na teoria é uma qualidade excelente, mas na prática, é um tiro no pé, afinal, vamos sempre optar pelo errado, ou no mínimo por algo que atice nossa curiosidade, e isso não está ligado a ser certa e ter mil qualidades, na verdade não tem receita pronta.

Não sou errada nos dias de hoje, se é que esperavam esse confesso da minha parte, só me tornei realista e muito exigente com quem coloco ao meu lado, quando me envolvo sou a pessoa mais séria e focada que existir, mas aprendi que preciso de um território forte e fixo para isso, não adianta você querer algo que tem a sua capacidade comprometida, afinal, no primeiro vento aquilo vai cair. Eu sou forte e decidida, e não me vejo ao lado de um perfil diferente a esse. Algumas pessoas não entendem o meu pensamento, me falaram algumas vezes que eu espero uma pessoa perfeita, que sou exigente demais, não tenho receio de admitir, talvez eu tenha esse pensamento surreal mesmo.

Sou muito egoísta, e dessa característica eu não abro mão, eu posso ser a pior pessoa do mundo, mas sempre vou querer a melhor, mas isso é só uma parte, eis aqui a metade do que sou, essa mistura de problemas, confusões, racionalidade e egoísmo. E ai vocês podem me perguntar: E a outra metade? diferente do óbvio, a outra parte é algo íntimo e secreto, sem exposições ou definições, sou pior que o quebra-cabeças mais complicado que existir.